Sandro Coutinho, de 24 anos, réu por matar a ex-namorada Mikaella Sagás, de 29 anos, no apartamento dela em Biguaçu, na Grande Florianópolis, em maio de 2025, foi condenado a 70 anos, cinco meses e 10 dias de reclusão pelo Conselho de Sentença da Vara Criminal. O homem confessou o crime contra Mikaella, que trabalhava como esteticista em Governador Celso Ramos à época. O processo segue em segredo de justiça.
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O réu foi condenado pelos crimes de feminicídio e furto qualificado, já que depois do crime, ele furtou o carro e o celular da vítima e foi até uma casa noturna. A Justiça considerou que ele matou Mikaella por ciúmes e inconformismo com o término do relacionamento. Além de cumprir a pena em regime fechado, Sandro também terá que pagar uma indenização de R$ 100 mil, com juros e correção monetária.
Em outro processo, ele já havia sido condenado por roubo a um supermercado e, por isso, foi considerado reincidente. O direito de recorrer em liberdade foi negado ao homem, que continuará preso.
A defesa de Sandro não foi localizada pela reportagem. O espaço segue em aberto.
Veja fotos de Mikaella Sagás
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Relembre o crime
O crime aconteceu no dia 9 de maio, mas Mikaella foi encontrada morta dentro do próprio apartamento com ferimentos no pescoço no dia seguinte, 10 de maio. O caso veio à tona após familiares da vítima entrarem em contato com a Polícia Militar, informando o desaparecimento da esteticista e autorizando a entrada no imóvel.
No local, os policiais encontraram a vítima na sala, com o pescoço cortado. Marcas de sangue no chão indicavam que o corpo foi arrastado do quarto para o outro cômodo. A equipe também localizou, no banheiro, uma bermuda com vestígios de sangue, pertencente ao suspeito.
Imagens de câmeras de segurança registraram o autor saindo do local do crime na noite do dia 9, vestindo roupas também manchadas de sangue. Após deixar o apartamento, o suspeito se dirigiu a uma casa noturna, onde uma amiga da vítima estranhou a ausência da esteticista e notou que o indivíduo apresentava um corte na mão.
Cinco dias depois, Sandro se entregou à polícia e confessou o crime.






