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Operação Chabu

Ex-secretário da Casa Civil está entre os detidos pela Polícia Federal 

Defesa argumentou que Luciano Veloso Lima não tem envolvimento com o suposto esquema de fraude nas investigações

18/06/2019 - 14h29

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Clarissa
Por Clarissa Battistella
Operação ocorreu na manhã desta terça-feira (18)
Operação ocorreu na manhã desta terça-feira (18)
(Foto: )

O ex-secretário da Casa Civil, Luciano Veloso Lima, foi ouvido na manhã desta terça-feira (18) na Delegacia de Polícia Federal de Florianópolis. Ele foi um dos presos pela Polícia Federal durante a Operação Chabu, que investiga uma organização criminosa suspeita de violar o sigilo de operações policiais em Santa Catarina.

À frente da Casa Civil durante todo o ano de 2018, Lima também atuou como gerente de Recursos Humanos e diretor de Assuntos Administrativos dentro da pasta. Administrador por formação, trabalha há 32 anos na administração pública, começando pela Prefeitura de Videira, sua cidade natal.

Segundo o advogado de defesa, Rubens Cabral Farias Junior, o processo que envolve a Operação Chabu é sigiloso, motivo pelo qual não teve acesso a sua totalidade. A defesa informou, ainda, que o interrogatório contou com mais de 30 questionamentos e foi conduzido por um delegado de Curitiba/PR.

— Luciano respondeu a todas as perguntas. De todas que foram feitas, apenas uma era em relação ao meu cliente. Era sobre uma conversa bastante singela no WhatsApp. Uma troca de conversa breve e sem nenhum ilícito penal.

Rubens confirmou que o diálogo ocorreu entre o ex-secretário e uma terceira pessoa, a qual não quis identificar, mas que é alvo da investigação. O advogado também não soube informar se essa pessoa também estava detida. Conforme Rubens, na casa de Luciano também foi cumprido mandado de busca e apreensão, onde foram recolhidos documentos e um pequeno valor em dinheiro, que segundo a defesa, foi declarada em imposto de renda.

Rubens explica que o ex-secretário da Casa Civil não tem qualquer envolvimento com o suposto esquema investigado pela Polícia Federal e que um pedido de habeas corpus vai ser encaminhado à Justiça para apreciação. De qualquer forma a defesa acredita que dentro dos cinco dias, quando encerra o prazo da temporária, Luciano deve ser posto em liberdade por “falta de subsídios para a decretação da preventiva”.

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