A nota de R$ 200, cédula de maior valor na moeda brasileira, não é produzida desde 2020, ano em que foi lançada pelo Banco Central (BC). Apesar disso, o uso da nota no dia a dia aumentou 246% de 2020 para 2026. A informação foi dada pelo BC com exclusividade ao NSC Total.
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No lançamento da nota, foram fabricadas 450 milhões de cédulas. No entanto, com o passar dos anos o volume anual de emissões tem permanecido abaixo do registrado no lançamento da cédula. Em comparação entre 2020 e 2026, a emissão caiu 76,4%.
— A emissão de cédulas segue sendo realizada para atender à demanda da população, que é o principal determinante do volume de numerário em circulação — explicou o Banco Central ao NSC Total.
A nota foi lançada no contexto da pandemia da Covid-19. O Banco Central avalia que o período era “atípico”, em que houve aumento da demanda por dinheiro em espécie.
FOTOS: Como chegamos ao principal meio de pagamento no Brasil
Entenda a diferença entre fabricação e emissão de cédulas
A fabricação do dinheiro consiste na produção física das cédulas, sendo realizada pela Casa da Moeda do Brasil, e envolve processos complexos de segurança. A produção só ocorre sob encomenda do Banco Central.
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Já a emissão é quando a moeda é colocada para circulação na economia do país. Após a produção, o dinheiro fica no Banco Central, que, por meio de instituições parceiras como o Banco do Brasil, emite as cédulas e as libera para os bancos comerciais.
A emissão de moeda é acompanhada de perto pelo Banco Central porque, dependendo do contexto econômico, uma expansão excessiva da quantidade de dinheiro em circulação pode pressionar a inflação.
Como está a circulação das notas de R$ 200?
- 2020 – 53.364.181 notas de R$ 200 em circulação, sendo que foram emitidas 53.364.181;
- 2021 – 93.308.278 em circulação. 39.944.097 emitidas;
- 2022 – 121.491.788 em circulação. 28.183.510 emitidas;
- 2023 – 138.062.529 em circulação. 16.570.741 emitidas;
- 2024 – 152.685.095 em circulação. 14.622.566 emitidas;
- 2025 – 172.282.967 em circulação. 19.597.872 emitidas;
- 2026 – 184.879.114 em circulação. 12.596.147 emitidas.
Brasil emitiu 31% menos dinheiro desde a ascensão do Pix
A ascensão do Pix e dos pagamentos digitais é apontada pelo Banco Central (BC) como um dos motivos para redução na emissão de cédulas de real. De 2020 para 2025, a queda na emissão foi de 31%.
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— A demanda da população, reduzida pelo avanço dos meios eletrônicos de pagamento, em especial do Pix, explica parte de eventual redução na emissão de cédulas novas, mas o fator preponderante que condiciona a estabilidade dos últimos anos é a substituição das cédulas que não se encontram mais em condições de circular — disse o Banco Central ao NSC Total.
Em 2024, o BC divulgou a pesquisa “O Brasileiro e sua Relação com o Dinheiro“, que já apontava essa mudança no hábito econômico. O levantamento mostrou que o Pix se tornou o meio de pagamento mais frequente para 46% da população, em comparação com 17% de 2021.
No mesmo intervalo, o dinheiro em espécie caiu de 42% para 22% como meio de pagamento mais frequente. No comércio, o dinheiro também perdeu espaço: era o meio de pagamento mais frequente em 52% dos estabelecimentos comerciais em 2018 e caiu para 7% em 2024.




