A fábrica de farinha de peixe Kenya, antigamente conduzida pela Patense, e alvo de críticas e denúncias dos moradores do bairro Cordeiros em Itajaí pelo mau cheiro que invadia as residências vizinhas, foi adquirida pelo grupo Nauterra, multinacional que administra grandes empresas, como a Gomes da Costa.

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De acordo com a gigante do ramo alimentício, a negociação aconteceu dentro do processo de recuperação judicial do Grupo Patense e será paga, em parte, por meio da compensação de dívidas já existentes entre as duas partes.

Por meio de nota, a nova dona da Indústria de Farinha de Peixe reforçou o compromisso em reduzir os impactos ambientais: “a iniciativa está alinhada à estratégia da companhia de fortalecer sua atuação em economia circular, por meio do processamento de resíduos para a produção de farinha e óleo de peixe, contribuindo para a valorização de subprodutos e a redução de impactos ambientais”, afirmou a companhia.

IMA recebia cerca de 20 denúncias por ano

Segundo o Instituto do Meio Ambiente, a empresa acumula um histórico grande de denuncias e punições administrativas, tanto pelo órgão ambiental quanto pela Vigilância Sanitária de Itajaí.

Entre as autuações, três foram por poluição atmosférica, causada pelo forte odor emitido. A estimativa do IMA é entre 15 a 20 denúncias eram recebidas com queixas sobre o local todos os anos.

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Empresa está no processo de renovação de licença

Atualmente, a Indústria de Farinha de Peixe se encontra com a Licença Ambiental de Operação (LAO) vencida. A empresa já protocolou pedido de renovação junto ao órgão ambiental municipal, o Instituto Itajaí Sustentável (INIS).

Através de nota, o órgão informou que “De acordo com a legislação vigente, especialmente a Resolução CONSEMA nº 250/2024, nos casos em que há solicitação de renovação de licença junto ao município, a competência pelo acompanhamento do processo passa a ser do órgão ambiental municipal”.

Sendo assim, fica sobre responsabilidade do INIS, fiscalizar os prazos para ajustes, como o da emissão de fortes odores, e ações de fiscalização e monitoramento.

Novas denúncias não foram registradas

Segundo o Instituto do Meio Ambiente, não houve registro de denúncias formais nos canais oficiais relacionadas a empresa durante as últimas semanas. O órgão destaca que a participação da população com denúncias é fundamental para a atuação do instituto, e pode contribuir para ações mais direcionadas de fiscalização e eventual adoção de novas medidas.

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