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Falando de Sexo: trauma sexual pode causar vaginismo

Colunistas Lúcia Pesca e Andréa Alves tiram dúvidas de leitores            

29/08/2019 - 22h15

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Redação
Por Redação Hora
(Foto: )

* Tento transar com o meu namorado, mas não consigo. Por mais ereto que o pênis dele esteja, não entra na minha vagina. Parece que ela está lacrada, um horror. Aí, fica tudo uma droga: começo a chorar, e o cara não sabe o que fazer, é um caos. Não consigo usar nem absorvente interno, pois não entra. Eu sei que isso está ligado ao abuso sexual que sofri quando tinha nove anos, mas não tenho dinheiro para pagar um tratamento psicológico. Me ajudem, por favor!

Querida leitora, realmente, o trauma por um abuso sexual pode causar graves sequelas na vida. O que você tem chama-se vaginismo, que é a contração involuntária das paredes da vagina por medo, dor ou trauma. É um distúrbio que ocorre por fatores psicológicos.

Essa condição pode fechar, completamente, o canal vaginal durante a relação sexual e impedir o ato. O acúmulo de experiências dolorosas (abuso sexual, parto difícil, tristeza, estresse ou depressão) pode contribuir para o desenvolvimento desse distúrbio.

Porém, o vaginismo é tratável, e o processo não requer medicamentos e, sim, uma psicoterapia. Vá ao ginecologista e explique o problema. É muito importante procurar uma psicoterapia para discutir as questões traumáticas também. Mulheres com vaginismo precisam ser pacientes e tentar opções de tratamentos antes de partir para a relação sexual.

O tratamento físico é feito com base em exercícios de contração e relaxamento da vagina (contraia os músculos que você usa para urinar, segure por alguns segundos e, depois, relaxe). Tente fazer cerca de 20 ou quantas vezes for possível.

Após alguns dias, faça exercícios de dilatação (introduza um dedo na vagina e tente chegar a três). Você pode pedir ajuda para o seu namorado. O envolvimento do parceiro no tratamento ajuda o casal a resolver a questão, além de possibilitar o contato com uma vida sexual mais saudável.

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