A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nessa segunda-feira (13) uma integrante da quadrilha que praticou um estelionato milionário contra Geneviève Boghici, viúva do colecionador de artes Jean Boghici, considerado um dos mais importantes marchands de arte no Brasil. As informações são do g1.

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Diana Rosa Aparecida Stanesco Vuletic se passava por vidente e, no momento da prisão, estava foragida na Praia de Grumari, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ela foi condenada por associação criminosa, estelionato majorado, extorsão majorada, roubo majorado e cárcere privado.

A quadrilha era liderada pela própria filha da vítima, Sabine Boghici, presa em 2022 e morta em 2023, após cair de um prédio na Zona Sul do Rio de Janeiro. De acordo com a polícia, ela roubou 16 quadros, incluindo obras de Tarsila do Amaral e de Di Cavalcanti, do acervo do pai. Pelo menos duas obras foram vendidas por ela para colecionadores na Argentina.

Na quinta-feira (9), a polícia realizou uma operação e prendeu Jaqueline Stanesco, Gabriel Nicolau Hafliger e Slavko Vuletic. Entre os condenados, a pena mais alta de 45 anos 9 meses foi para a namorada de Sabine, Rosa Stanesco Nicolau, a “Mãe Valéria de Oxóssi”, que seguia presa.

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Gabriel Nicolau Hafliger, filho de Rosa, recebeu pena de mais de 13 anos; Diana Rosa Stanesco Vuletic, meia-irmã de Rosa, de 7 anos e 4 meses de prisão. A mesma pena foi aplicada a Jacqueline Stanescos, prima de Rosa e Diana, e Slavko Vuletic, pai de Diana e padrasto da Rosa, condenado a 5 anos e 8 meses.

Relembre o crime


A Polícia Civil do RJ afirma que Sabine elaborou todo o plano, no início de 2020. O primeiro passo foi contratar uma mulher para abordar a mãe no meio da rua e alertá-la sobre uma morte iminente na família — no caso, a da própria filha.

Essa mulher, que se disse vidente, levou a idosa a outras duas comparsas, apresentadas como uma cartomante e uma mãe de santo, que confirmaram a previsão e sugeriram que ela pagasse por “um trabalho” para salvar a filha.

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Assustada, a mãe contou tudo para a filha. Sabine, então, prosseguiu com o plano e fingiu ficar apavorada, suplicando para a mãe fazer o trabalho espiritual. A mãe obedeceu e fez, em um intervalo de 15 dias, pagamentos que totalizaram R$ 5 milhões.

Depois do início do “tratamento espiritual”, Sabine começou a isolar a mãe dentro de casa, dispensando funcionários e prestadores de serviços domésticos.

No início de fevereiro, contudo, a mãe de Sabine começou a perceber que a filha tinha relação com as ditas videntes e parou de fazer os repasses.

Sabine começou a agredir e ameaçar a própria mãe, que só então percebeu o plano.

Segundo a vítima, o prejuízo de R$ 725 milhões foi causado por:

  • Roubo de 16 quadros: R$ 709 milhões;
  • Roubo de joias: R$ 6 milhões;
  • Pagamento pelos “trabalhos espirituais”: R$ 5 milhões;
  • Transferências sob ameaça: R$ 4 milhões.

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