A morte do cão comunitário Orelha no bairro Praia Brava, em Florianópolis, ganhou repercussão nacional nos últimos dias e vem atraindo a atenção de diversas celebridades, que se mostraram revoltadas com o caso nas redes sociais. Nesta segunda-feira (26), os investigados pela morte do cachorro, incluindo dois adolescentes e um adulto, foram alvos de mandados de busca e apreensão.
Continua depois da publicidade
O cachorro, que vivia há 10 anos na região, foi encontrado gravemente ferido no dia 15 de janeiro. Ele teria sofrido diversas pauladas, segundo a investigação, e foi levado ao veterinário por moradores do bairro. Pela gravidade dos ferimentos, não foi possível salvá-lo e, por isso, Orelha foi submetido à eutanásia.
Veja fotos de Orelha
Nas redes sociais, atores e institutos se manifestaram sobre o caso, com indignação. A cantora Ana Castela postou um vídeo nesta segunda-feira prestando apoio ao cachorrinho.
— Eu não sei como que é possível alguém com coração tão frio ter o coragem de fazer isso com um bichinho desse que é indefeso. Não entra na minha cabeça. Então eu ficaria muito feliz se todos vocês repostassem sobre o cachorro. Não vão deixar isso em silêncio, tá? — disse.
Continua depois da publicidade
A atriz Paula Burlamaqui também vem falando sobre a morte de Orelha nas redes sociais. No sábado (24), ela gravou um vídeo pedindo justiça pelo cachorro.
— Cachorrinho não estava fazendo nada, estava só existindo sem fazer mal a ninguém, né? Que coisa. Uma pessoa que faz um negócio desse, com certeza vai fazer uma maldade com o ser humano mais tarde — afirmou.
O humorista Rafael Portugal também se manifestou e reiterou o pedido por justiça e para que o assunto continue circulando nas redes sociais. A ativista Luisa Mell também afirmou que a repercussão nacional é fundamental para que a investigação continue avançando.
Na rede social X, a influenciadora fitness Gracyanne Barbosa chamou a morte de Orelha de “crueldade”, enquanto a atriz Giovanna Ewbank disse que o caso é “inaceitável”.
Continua depois da publicidade
O Instituto Eu Sou o Bicho homenageou o animal, afirmando que ele era um cão “idoso, doce, olhar manso e um coração que só sabia amar”.
“Caminhava com confiança, alegria e aquela esperança silenciosa de quem acredita no bem.
Recebia afeto de muitos. Abanava o rabo com facilidade. E, sem dizer uma palavra, ensinava todos os dias que amor não precisa de posse, precisa de respeito, cuidado e empatia. Orelha não fez nada para merecer o que lhe aconteceu”, escreveu.
Entenda o caso
Moradores do bairro Praia Brava, na região Norte de Florianópolis, pedem justiça após Orelha, um cão comunitário, ficar gravemente ferido a pauladas no dia 15 de janeiro. Segundo o delegado-geral de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, os suspeitos pelo crime seriam adolescentes.
O cachorro era cuidado por pessoas que moravam nos arredores, além de pescadores. Uma das moradoras da Praia Brava fez uma postagem em uma rede social afirmando que o ato chegou a ser filmado por um vigia do local que, ao divulgar as imagens, teria sido ameaçado pelos pais dos suspeitos, segundo ela.
Continua depois da publicidade
Ao menos quatro adolescentes suspeitos de terem agredido o cão comunitário Orelha na Praia Brava, em Florianópolis, já foram identificados e localizados pela Polícia Civil. Conforme a investigação, eles foram identificados por meio de câmeras de segurança e depoimentos de moradores.







