O fechamento de quatro agências dos Correios em cidades do Oeste catarinense pode trazer um novo desafio para moradores que dependem dos serviços postais. Com o encerramento das unidades em Águas de Chapecó, Presidente Castello Branco, Rio das Antas e Xavantina, parte da população poderá precisar se deslocar para municípios vizinhos para postar encomendas, retirar correspondências e resolver demandas presenciais.

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As unidades foram fechadas entre janeiro e maio deste ano como parte do Plano de Reestruturação dos Correios, que busca reduzir custos e otimizar a rede de atendimento em todo o país. A estatal registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões no ano passado.

Embora os Correios não tenham informado oficialmente quais agências passarão a absorver a demanda dos municípios afetados, moradores de cidades pequenas costumam ser direcionados para unidades de municípios vizinhos.

No caso de Xavantina, por exemplo, a cidade mais próxima com agência dos Correios é Seara, distante cerca de 15 quilômetros. O trajeto leva aproximadamente 20 minutos de carro.

Já os moradores de Rio das Antas podem precisar recorrer aos serviços em Videira, localizada a cerca de 22 quilômetros do município. O deslocamento leva pouco mais de 25 minutos.

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Para quem vive em áreas rurais, a distância pode ser ainda maior, exigindo planejamento para tarefas que antes eram resolvidas dentro do próprio município.

Além do impacto para moradores, o fechamento das agências pode afetar pequenos empreendedores, produtores rurais e comerciantes que utilizam os Correios para envio e recebimento de mercadorias.

Questionados pelo NSC Total sobre a possibilidade de novos fechamentos em Santa Catarina, os Correios informaram que a continuidade do plano dependerá de avaliações técnicas e da formalização de parcerias para reorganizar a rede de atendimento.

As agências encerradas em Santa Catarina foram: Águas de Chapecó; Presidente Castello Branco; Rio das Antas e Xavantina. Segundo os Correios, o objetivo da reestruturação é garantir a continuidade dos serviços postais e a sustentabilidade financeira da empresa.

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Crise nos Correios

Os Correios atravessam uma grave crise financeira. Em 2025, a estatal registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões, o maior de sua história, mesmo em um cenário de crescimento do 

comércio eletrônico no país. Entre os fatores apontados para o resultado estão a perda de mercado para empresas privadas de logística, a redução do volume de encomendas internacionais após mudanças nas regras de tributação das compras do exterior e o aumento dos custos operacionais da empresa.

Diante do rombo bilionário, os Correios anunciaram um pacote de medidas para reduzir despesas e reforçar o caixa. As ações incluem programas de desligamento voluntário, fechamento de agências consideradas deficitárias, redução de jornada e salários de parte dos empregados, venda de imóveis e a contratação de um empréstimo bilionário. A direção da estatal afirma que as medidas são necessárias para reequilibrar as contas e garantir a continuidade das operações nos próximos anos.