Horas antes do acidente de lancha que matou seis pessoas na noite de sábado (21), o grupo esteve em um evento de pagode em um bar flutuante no Rio Grande, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo. Na volta para casa, testemunhas afirmaram que eles erraram o caminho para casa e bateram em um píer. As informações são do g1.
Continua depois da publicidade
Em comunicado publicado no domingo (22), o Único Floating Bar informou que a festa de pagode teve início por volta do meio-dia e seguiu até 20h de sábado. O estabelecimento fica em Rifaina (SP) e é conhecido por promover eventos musicais em estrutura flutuante.
Quem são as vítimas
Aniversário e postagens nas redes sociais
O encontro também marcava o aniversário de 36 anos de Viviane Aparecida Aredes, que seria no dia seguinte. Nas redes sociais, registros mostram o passeio com música, bebidas e confraternização.
Em uma das publicações, uma das vítimas, Juliana Fernanda de Oliveira Silva Ferreira, de 40 anos, aparece sorrindo enquanto aproveitava o evento. Em outra, Viviane posava ao lado do filho de 4 anos, e da amiga Marina Rodrigues Matias, de 22, em um píer.
Fotos e vídeos também mostram o condutor da lancha, Wesley Carlos da Costa, de 45 anos, interagindo com os demais participantes. Segundo testemunhas, ele não tinha arrais, a habilitação emitida pela Marinha para conduzir embarcações de pequeno porte.
Continua depois da publicidade
Grupo teria errado o caminho
O grupo de 15 pessoas seguia de volta para uma casa em um condomínio onde estava hospedado quando, já à noite, a lancha bateu contra um píer. Com o impacto, parte dos ocupantes foi arremessada e ficou presa quando a lancha virou. As vítimas foram resgatadas com ajuda de moradores da região, de mergulhadores e da Guarda Civil Municipal (GCM) de Rifaina.
Dono de outro bar flutuante na região, o empresário Luís Ricardo Andrade ajudou no socorro às vítimas. Segundo ele, os turistas relataram que seguiam para o condomínio, mas perceberam que erraram o caminho ao chegarem à frente do estabelecimento dele, que já estava fechado.
Segundo Andrade, eles alertaram o piloto, que fez uma manobra de retorno equivocada.
— Ao invés deles retornarem a bombordo [esquerda], eles retornaram a boreste [direita], passando próximo à margem, atingindo assim o píer e tombando a lancha — afirmou, conforme o g1.
Veja fotos do acidente
Píer estava iluminado, segundo Defesa Civil
A Defesa Civil de Rifaina (SP) informou, no domingo, que imagens feitas após o acidente mostram que o píer em que a embarcação bateu estava iluminado na noite de sábado.
Continua depois da publicidade
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que uma equipe da perícia oficial foi ao local do acidente náutico, em Sacramento, e realizou a coleta dos primeiros vestígios e informações que irão subsidiar as investigações.
O caso é investigado pela Delegacia de Polícia Civil em Sacramento.











