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DINHEIRO PARA A FORMATURA

Festas universitárias retornam após pandemia e movimentam estudantes de SC

Eventos ficaram paralisados durante a pandemia da Covid-19 e estão sendo retomados neste primeiro semestre de 2022

11/05/2022 - 11h26 - Atualizada em: 12/05/2022 - 11h59

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Flávia
Por Flávia Terres
Eventos reúnem estudantes de diferentes regiões do Estado
Eventos reúnem estudantes de diferentes regiões do Estado
(Foto: )

As festas universitárias estão sendo retomadas neste primeiro semestre de 2022 e reúnem em Florianópolis milhares de pessoas de diferentes regiões de Santa Catarina. Os eventos, que foram paralisados durante os dois anos da pandemia da Covid-19, acontecem mensalmente. 

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Conforme o superintendente de turismo da Capital, Vinicius de Luca, os eventos ocorrem há anos, mas estão crescendo gradativamente e causando certa movimentação econômica.

— As festas universitárias estão cada vez mais profissionais e voltaram com força. As empresas estão mais estruturadas, os espaços de eventos e outros fornecedores os reconhecem como um nicho importante. Elas movimentam estudantes do Estado inteiro, dos principais polos universitários: Blumenau, Itajaí, Joinville, Criciúma, Tubarão, Lages e Balneário Camboriú. Em muitos casos, com atrações nacionais, cada evento tem trazido centenas de pessoas de fora de Florianópolis - e muitos deles não ficam somente no dia do evento, consumindo serviços e produtos em Florianópolis por mais tempo — conta. 

As festas, que normalmente são no estilo Open Bar ou Open Food, são organizadas por estudantes para arrecadar dinheiro para a formatura. 

Em algumas ocasiões, alunos de diferentes instituições, que fazem o mesmo curso, se unem para organizar um único evento. Anualmente são duas edições de cada festa, divididas no primeiro e segundo semestre. 

Algumas das mais populares entre os alunos são a Betonada (Engenharia Civil), Endireita (Direito), Insanitária (Engenharia Sanitária), Injeção Eletrônica (Engenharia Elétrica), Linguição da Automação (Automação), Pato Loko (Odontologia), Peqado (Engenharia Química), Tarja Preta (Farmácia) e Apocalipse (Administração e Economia). 

No último sábado (7) os estudantes de Engenharia Civil da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foram os responsáveis pela 24ª edição da Betonada, que aconteceu no Music Park, em Jurerê. O evento, conforme a organização, reuniu cerca de 11,3 mil pessoas e exigiu comprovante de vacinação contra a Covid-19.

O formando e coordenador geral da festa, Arthur Pereira da Silva Oliveira, explica como os estudantes se organizam há 14 anos para fazer uma festa com milhares de pessoas acontecer.  

— A gente forma uma comissão todo semestre com graduandos do curso, elege coordenadores de área e cada uma tem uma atribuição. Depois começamos a negociar com fornecedores. Hoje, por conta da tradição da festa, é um pouco mais fácil pois já temos alguns parceiros e também fornecedores de som, iluminação e bebida que costumam trabalhar com a gente, conhecem a festa e nosso padrão de entrega — diz.

Para a segurança dos estudantes, as festas contam com ambulatórios, seguranças e policiamento. 

— Nós trabalhamos com um número acima do necessário para o público da festa e, como é um evento Open Bar, o número de ocorrências acaba subindo. Por isso a gente costuma estar precavido, contratamos brigadistas e montamos um ambulatório a mais além do que já tem na casa — conta o estudante. 

Para um dos DJs que se apresentou na festa, Vinicius Fagundes, o retorno dos eventos universitários foi marcante para a carreira que ele precisou deixar de lado por causa da pandemia. 

— No período da pandemia, nós do seguimento da música pensamos que nunca mais poderíamos trabalhar. Foi nesse período que tive que sair da minha área de DJ e começar a produzir conteúdo para a internet para ter uma renda. Na pandemia eu fiquei sem renda nenhuma. Dei sorte porque vários lugares gostaram do meu conteúdo, meu Instagram começou a expandir e ai comecei a ganhar dinheiro com a internet. 

— Voltei a trabalhar como DJ em outubro de 2020, ganhando muito pouco porque o setor de eventos estava quebrado e iam poucas pessoas na época e era um modelo muito difícil por causa de todas as restrições. Foi muito triste, então voltar agora pra um evento universitário, que reúne milhares de pessoas, e ver um palco lotado, com milhares de pessoas pulando e cantando músicas LGBTQIA+, todo mundo unido, sem briga, foi a coisa mais bonita que eu podia receber em 2022 — conta. 

Conforme lembra o superintendente de Luca, ainda não existe um estudo que apresente economicamente a movimentação causada por pessoas de fora que desembarcam na Ilha para as festas, mas a tradição dos eventos universitários em Florianópolis tende a aumentar ainda mais a presença do público de fora.

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