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Cultura

Festival Saravá em Florianópolis é encontro de arte em múltiplos sotaques e ritmos

Festa da música brasileira une o clássico da MPB à nova geração de artistas que levantam a bandeira do trabalho musical independente

18/06/2022 - 18h18 - Atualizada em: 19/06/2022 - 12h37

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Por Marcelo Siqueira
Jesus Lumma
Jesus Lumma foi o primeiro a subir ao palco do Festival Saravá em Florianópolis
(Foto: )

Um encontro da arte em múltiplos sotaques e ritmos. Uma festa de música brasileira que une do clássico da MPB à nova geração de artistas que levantam a bandeira do trabalho musical independente. O Festival Saravá está no quinto ano cumprindo a missão de aliar manifestações artísticas à exibição da nova música brasileira cada vez mais renovável, regional, com voz e batalhadora por espaços além do digital. 

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O primeiro a subir ao palco na noite deste sábado, no Life Club Florianópolis, no Norte da Ilha de SC, foi o artista maranhense radicado em joinville Jesus Lumma. Pela performance de dança, melodia e voz tão bem sincronizadas a cada vez que se apresenta, já se esperava um show enérgico e bem sacolejante. Ele foi tudo isso e muito mais.

O alto astral de Lumma no palco contagia. O trabalho começa a ter um reconhecimento mais popular com a música "E eu", tocada constantemente na novela "Quanto Mais Vida Melhor", na TV Globo. E emplacar uma canção assim rende engajamento, likes, e oportunidades de levar o show para outros lugares além de Santa Catarina. 

— Muito bom por poder estar em mais lugares. Já fui pro Espírito Santo, agora tô indo pra Minas Gerais... Agenda de shows aumentando, um monte gente nova curtindo — diz Lumma, com um sorriso largo no rosto orgulhoso do alcance da música que foi a sétima a ser exibida no show.

Festival Saravá, Florianópolis
Festival Saravá está no quinto ano cumprindo a missão de aliar manifestações artísticas à exibição da nova música brasileira cada vez mais renovável, regional, com voz e batalhadora por espaços além do digital
(Foto: )

Mais nomes do cenário independente se apresentam nesta noite. Show muito esperado é o da Ana Frango Elétrico que foi indicada como Disco do Ano e revelação do prêmio Multishow de música brasileira. O álbum Little Eletric Chiken Heart é aclamado por público e crítica brasileira como um som poético e inovador. 

— É um disco que sonoramente tem muitas referências dos anos 50, anos 70, é um trabalho que vem ressignificando bastante na minha vida, na pandemia ele teve muitos sentidos, tanto musical quanto interpretativo — avalia Ana, lembrando que o trabalho de 2019 ainda está rendendo convites para apresentações pelo país.

O funk da MC Tha e o cantor e compositor Paulista Rodrigo Alarcon, pela primeira vez em Florianópolis, fecham o set list de artistas que estão bombando nos festivais pelo Brasil. 

A atração mais badalada é nada mais nada menos que um senhor de 75 anos, dono de uma energia incrível, sem a menor pretensão de parar, e que deixa um rastro de brasilidade por onde passa. E nesse friozinho... sacolejar com ele cai muito bem. Alceu Valença chega com aquelas e mais outras e as tantas que o fizeram ser reconhecido no mundo inteiro, como Morena Tropicana, Coração Bobo e La Belle de Jour.

O sotaque pernambucano continua na madrugada com a banda que mistura o regional, a poesia e a letra cênica que desde o início dos anos 2000 é entoada aos gritos de fãs em festivais independentes: Cordel do Fogo Encantado.

A percussão aliada ao violão ora clássico ora céltico de Clayton Barros ao lado do vocalista e poeta Lirinha está rendendo o quinto espetáculo inédito Água do Tempo. Uma obra que tem tudo pra repetir as boas repercussões dos dois primeiros discos, sendo o primeiro com participação do percussionista Naná Vasconcelos. 

Quem for... não vai se arrepender. É a música brasileira na mais pura essência em todas as vertentes: do beat ao batuque de terreiro. Quer mais Saravá que isso?

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