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Pandemia

Fila de espera por UTI Covid chega ao pior momento desde abril no Norte de SC

Número de pessoas aguardando por vaga dobrou em 24 horas e chegou ao pior patamar desde 23 de abril

19/05/2021 - 10h18 - Atualizada em: 19/05/2021 - 10h58

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Hassan
Por Hassan Farias
Leito de UTI Covid
Região Norte tem 211 leitos de UTI Covid ativos, mas lista de espera com 31 pacientes
(Foto: )

O número de pessoas com Covid-19 na lista de espera por um leito de UTI mais do que dobrou em 24 horas e chegou no pior patamar desde abril no Norte de Santa Catarina. A demanda de pacientes que aguardam por vagas na região passou de 15, na segunda-feira (17), para 31 pessoas, na última terça-feira (18), de acordo com os dados divulgados pelo governo do Estado.

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O maior aumento aconteceu em Joinville, onde oito novos pacientes foram incluídos na lista de espera, que agora tem 16 pessoas. São seis novos internados no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, um no Hospital Bethesda e outro no Hospital Municipal São José.

Também houve um novo paciente na lista de espera em Canoinhas e dois em Três Barras. Outras quatro cidades, que já haviam zerado a fila, voltaram a ter pessoas aguardando por vaga na UTI. Itapoá e São Bento do Sul estavam sem fila desde domingo (16), enquanto Barra Velha teve espera pela última vez em 7 de maio e Araquari, em 19 de abril.

A situação do Norte de SC já foi pior, com um pico de 125 pacientes na lista por uma vaga na UTI em março. No início de abril a situação começou a melhorar lentamente e chegou a sete pessoas em 1º de maio. Agora, com 31 pacientes aguardando por leitos, a região volta ao patamar de abril, quando registrou este mesmo número pela última vez.

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A lista de espera existe devido à alta ocupação dos hospitais da região. Atualmente, estão ativos 211 leitos adultos de UTI exclusivos para Covid-19 no Norte de SC. A maior parte fica em Joinville, onde são 138 vagas para pacientes com coronavírus para tratamento intensivo.

Além disso, Canoinhas, Jaraguá do Sul, Mafra, Porto União, Rio Negrinho e São Bento do Sul são as outras cidades com UTI para Covid. Os demais municípios da região têm apenas os pronto-atendimentos e precisam de vagas para tratamento intensivo em hospitais de outras cidades.

Na atualização do governo do Estado da última terça-feira (18), a região tinha apenas uma vaga disponível para UTI, no Hospital e Maternidade Jaraguá, em Jaraguá do Sul. No entanto, como há lista de espera, o leito é ocupado imediatamente após ser liberado.

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Secretário Jean Rodrigues da Silva
Secretário Jean Rodrigues da Silva
(Foto: )

Leitos de Covid transformados em gerais podem explicar aumento

O secretário da Saúde de Joinville, Jean Rodrigues da Silva, afirma que o aumento na fila de espera por leitos de UTI não sinaliza uma nova onda da pandemia na maior cidade do Estado. Segundo ele, o que aconteceu foi uma redução nos leitos para Covid após a transformação em leitos gerais.

- Tenho mais pressão neste momento por leitos gerais do que Covid, com pessoas infartadas no PA esperando por vaga. A diminuição dos leitos Covid não foi uma escolha, foi uma questão de necessidade - explica.

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Foram cerca de 20 leitos de UTI Covid transformados em leitos gerais durante as últimas duas semanas nas redes pública e privada. Jean também destaca que foi autorizada a retomada das cirurgias eletivas no Estado, aumentando a demanda dos pacientes.

- Estamos redesenhando a rede, reabrindo as unidades para tentar conviver com o coronavírus em meio ao sistema de saúde como um todo. Vamos ter uma estrutura fixa de leitos de Covid para caso tenha aumento de novo possamos convertê-los rapidamente.

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Secretário sugere melhoria na gestão estadual dos leitos

Como a cidade é um pólo para a região e concentra maior número de leitos, pacientes de outros municípios também são encaminhados para hospitais de Joinville. De acordo com o secretário, a rede de saúde joinvilense tem leitos semi-intensivos montados em UPAs, por exemplo, que podem ajudar a absorver a demanda nos próximos dias.

- A gestão dos leitos é estadual. Se tenho regiões com baixa ocupação hospitalar e outras com fila de espera, o que o Estado precisaria fazer é a gestão destes leitos para não existir um desequilíbrio - sugere o secretário.

Segundo ele, o município tem feito sua parte em tentar controlar o número de casos ativos, além de ampliar a vacinação e também a testagem da população para isolar os pacientes rapidamente.

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