A morte de Henrique Brun Freire, atropelado propositalmente por um motorista na última quarta-feira (7), em Joinville, deixou a família em estado de choque. O homem de 38 anos deixa a mãe, irmã e dois filhos, que ainda custam a acreditar no que aconteceu. 

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Uma delas é Ana Carolina Brun Freire, de 17 anos. A garota conta que ela e o irmão, de 7, eram apegados e tinham diversos sonhos com o pai. A jovem e o menino moram em Paranavaí (PR) e costumavam visitar Henrique em Joinville. 

— Ele era um exemplo de pai, fazia tudo para nos ver feliz, ia buscar a gente na casa da minha mãe a 700 quilômetros de distância para passarmos as férias juntos. Adorávamos ir nas praças, andar de bicicleta e jogar bola — conta. 

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O motorista que atropelou e matou Henrique foi preso em flagrante na noite desta quinta-feira (8). A prisão aconteceu no bairro Costa e Silva, mesma região onde aconteceu a batida na noite anterior. 

O homem teria atropelado propositalmente o motociclista após uma briga de trânsito. De acordo com o delegado Eduardo Defaveri, responsável pelo caso, o homem assumiu a autoria do crime ao ser localizado pelos policiais. 

Paixão pelo São Paulo: um sonho quebrado

Ana Carolina destaca que o pai era fanático pelo São Paulo e a influencia a ter uma “paixão inexplicável” pelo clube. Nos planos da dupla estava uma viagem até o estádio do Morumbi para assistir uma partida do tricolor paulista. 

— Sempre me falava que iria me levar para assistir um jogo do São Paulo e isso se tornou um sonho para mim também. Um sonho agora que não será possível de realizar — lamenta. 

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No dia em que foi atropelado, Henrique havia se reunido com outros torcedores para assistir o São Paulo vencer o Água Santa por 3 a 0, pelo Campeonato Paulista. Ele estava voltando para casa quando o carro o atingiu. O resultado positivo dentro de campo é um pequeno conforto para a filha. 

— Acreditamos que ele estava feliz — reflete, emocionada. 

“A vida é frágil”, diz filha de motociclista

Tomada pela dor da perda desde então, Ana Carolina diz que a pior parte é ver o irmão pedindo para o pai voltar e a recordação de ver o menino abraçado com o pai no caixão, durante o velório. 

— Todas as vezes que vínhamos para Joinville era ele quem nos buscava, agora ele não está mais aqui para abraçar meu irmão e levar ele para andar de bicicleta — comenta. 

Agora, ela reivindica que o homem permaneça preso, o que, para ela, é uma forma de fazer justiça. Além disso, a garota pede que os motoristas tenham mais calma no trânsito, evitando que um momento de estresse tire a vida de outras pessoas. 

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—  A vida é frágil. Um momento bobo pode acabar com tudo. Lembrem-se dele quando se irritarem com a buzina do carro de trás, com um erro do motorista da frente. A gente não sabe o que o outro está passando. Respirem fundo e continuem vivos — finaliza. 

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