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Polícia

Filho que assassinou a mãe em Joinville tem crimes denunciados pelo Ministério Público

Ele deve ser levado a júri por feminicídio, com agravante de a vítima ser uma pessoa com mais de 60 anos

12/01/2021 - 18h43 - Atualizada em: 12/01/2021 - 18h54

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Cláudia
Por Cláudia Morriesen
foto mostra albertina schmitz tasca, mãe que foi morta pelo filho em Joinville
Albertina Schmitz Tasca foi assassinada pelo filho em Joinville
(Foto: )

O homem que confessou ter matado a mãe em Joinville na madrugada de 2 de janeiro foi denunciado por feminicídio na manhã desta terça-feira (12). Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o jovem matou a mãe por motivo fútil e sem dar chances de defesa à vítima, que teria sido pega de surpresa, pelas costas, e asfixiada com um golpe de ”mata-leão”.  

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Ainda segundo as investigações da Polícia Civil, após o homicídio, o jovem teria furtado dois televisores da vítima e os vendido a desconhecidos, na rua. Ele foi preso em flagrante circulando com o carro da vítima e fugiu da Polícia Militar quando foi localizado.

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Na última quinta-feira (7), a prisão em flagrante do jovem foi convertida, pela Justiça, em prisão preventiva. Na denúncia apresentada à Vara do Tribunal do Júri, o promotor de justiça Ricardo Paladino, da 22ª Promotoria de Justiça de Joinville, argumenta que o crime foi motivado por um simples desentendimento familiar "decorrente do inconformismo da ofendida com constante desregramento social e familiar” do denunciado, o que já havia sido presenciado em diversas ocasiões por outros familiares.

O crime foi definido como feminicídio (um agravante nos casos de homicídio) porque a vítima era uma mulher e o assassinato ocorreu em um ambiente de violência doméstica e familiar. O promotor ainda sustenta, na denúncia, que ela não teve chances de se defender, não só por ter sido surpreendida, mas devido à diferença física e de idade com o agressor, pois a mãe tinha 60 anos e ele tem 20 anos de idade.

Dessa forma, segundo a denúncia, o jovem deve ser levado a júri e ser processado e julgado por feminicídio decorrente de violência doméstica e familiar, com agravante de a vítima ser uma pessoa com mais de 60 anos, por motivo fútil, com uso de asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima. 

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