Uma confraternização entre amigos terminou com um policial militar da reserva condenado por quatro tentativas de homicídio em Biguaçu, na Grande Florianópolis. O tribunal do júri foi realizado na quarta-feira (1º) e resultou em uma pena de 15 anos.

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O crime ocorreu em 17 de janeiro de 2021, por volta das 15h45min. Segundo a denúncia, quatro amigos que estavam em um evento em uma residência decidiram subir em uma estrutura de andaimes de ferro, semelhante a uma arquibancada, localizada em um terreno baldio vizinho. Os amigos pretendiam tirar fotos.

O policial militar da reserva Eugeniano Schroeder Filho, de 71 anos, aproximou-se sorrateiramente e efetuou ao menos quatro disparos de arma de fogo contra o grupo. O motivo do ataque foi considerado fútil: ele ficou descontente que as pessoas estavam sobre uma estrutura que pertencia ao seu filho.

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Mulher ficou paraplégica após tiros em confraternização em Biguaçu

Os disparos atingiram apenas uma mulher, à época com 32 anos. O ferimento atingiu regiões vitais e a medula, resultando em paraplegia permanente. A Justiça entendeu que ela teve sua rotina e saúde severamente comprometidas, necessitando de cuidados constantes e uso diário de fraldas.

A decisão destaca que os demais presentes no local não foram atingidos por “mero erro de pontaria”

Policial militar foi condenado a 15 anos por tentativas de homicídio

Os jurados reconheceram a materialidade e a autoria das quatro tentativas de homicídio, além do crime conexo de posse ilegal de munição e arma de fogo. A pena foi de 15 anos de reclusão em regime inicial fechado pelas tentativas de homicídio.

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Já pela posse ilegal da arma, a pena foi de um ano de detenção em regime aberto, além de 10 dias-multa. A condição de policial militar da reserva foi utilizada para elevar a pena, pois seu treinamento evidencia maior reprovabilidade da conduta e conhecimento das consequências do uso de armas.

Homem recebeu prisão domiciliar

Por conta da idade avançada do policial, a Justiça concedeu o direito à prisão domiciliar. Ele seguirá sendo monitorado por tornozeleira eletrônica. Eugeniano terá que pagar R$ 5 mil como indenização por danos morais a cada uma das vítimas não atingidas. A indenização à vítima que ficou paraplégica está sendo discutida em outro processo.

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Em contato com o NSC Total, a defesa de Eugeniano, representada pelos advogados Marcelo Gonzaga e Jader Marques, afirmou que não irá se manifestar sobre o caso.

Matheus Menna e Osvaldo Duncke, que atuaram na assistência de acusação, destacaram que confiam “no conselho de sentença que decidiu soberanamente”. Os advogados relataram que demais manifestações serão feitas no processo judicial, caso haja recurso por parte da defesa.

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A Polícia Militar de Santa Catarina declarou que não se manifesta sobre decisões judiciais.