Desde a década de 1970, Florianópolis passou por várias transformações, deixando de ser uma cidade relativamente pacata, com paisagem natural ainda muito preservada, para se tornar uma cidade média em expansão. A transformação da paisagem foi registrada em fotos antigas disponibilizadas no Arquivo Público do Estado de Santa Catarina e no acervo digital da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

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Até a década de 1970, o Centro de Florianópolis concentrava a maior parte da população e dos serviços, como registra o acervo do fotógrafo Waldemar Anacleto (digitalizado pela UFSC). A cidade tinha 143 mil habitantes, de acordo com o Censo do IBGE de 1970.

Com a inauguração da ponte Colombo Salles, em 1975, e os aterros nas baías Norte e Sul, a expansão urbana ganhou força na Ilha de Santa Catarina, também com as ligações com regiões antes isoladas, como Campeche, Ingleses e Rio Tavares. A cidade começou a receber cada vez mais moradores e turistas, entre os anos 1980 e 1990.

Hoje, são 537 mil habitantes na cidade, segundo o Censo de 2022 — ou seja, em 50 anos, a população aumentou 3,74 vezes, um ritmo de crescimento superior à média nacional, que cresceu 2,14 vezes no mesmo período.

Esse salto se refletiu diretamente na paisagem: ruas estreitas deram lugar a avenidas, morros foram ocupados e a paisagem do Centro ganhou prédios altos. O processo também trouxe desafios típicos de cidades médias em expansão, como trânsito intenso, encarecimento da moradia e pressão sobre o meio ambiente.

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