Imagens aéreas mostram a dimensão do desabamento de uma casa após uma escavação feita no terreno vizinho, no bairro Escola Agrícola, em Blumenau. Metade do imóvel construído há quase 30 anos caiu na segunda-feira (20). Antes, uma enorme rachadura partiu a residência ao meio, fazendo com que as moradoras saíssem.
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A família — avó, mãe e neta de quase dois anos — está na casa de parentes. Nesta terça-feira (21), elas devem tentar um acordo com a construtora responsável, já que, por medo, não pretendem voltar a morar no terreno.
Já a empresa terá obrigatoriamente de entrar em um consenso com as moradoras e fazer um muro de contenção para só então continuar a obra, determinou a Defesa Civil.
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Família imaginou o pior
Karine Clarice, de 27 anos, cresceu no local. Ela conta que o pai construiu a casa há quase três décadas. Mesmo em períodos de chuva intensa na cidade, Karine disse que o terreno, que é íngreme, nunca deu qualquer sinal de deslizamento. Em 2024, porém, uma nova preocupação surgiu.
À época, a empreiteira começou a obra para erguer ao lado do imóvel um prédio de sete pavimentos e 24 moradias. Karine acionou a Defesa Civil, mas os técnicos não enxergaram problemas. Por algum motivo, no entanto, o trabalho parou e só foi retomado neste ano.
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— As autoridades me deixaram na mão. Esperaram literalmente a casa cair para fazer alguma coisa. Eu chego a me arrepiar. Bens materiais a gente recupera, mas foram 27 anos de memórias, a nossa vida estava ali. É muito triste — lamenta a jovem.
Na última sexta-feira (17), quando a escavação estava sendo feita, a Defesa Civil esteve no local e informou que não havia risco. O problema, segundo o coordenador de fiscalização de áreas de risco da instituição, André Baumgratz , é que no sábado (18) houve a escavação no meio do terreno, bem próximo aos pilares que sustentavam a casa.
A própria equipe da construtora avisou a família e sugeriu que as mulheres deixassem o lar. Quando viram, a casa estava partida ao meio, com uma enorme rachadura. Com a queda de metade da residência na segunda (20), a família recolheu o que sobrou.
Contraponto
A reportagem não conseguiu contato, até o momento, com a responsável pela construção, a AM Incorporadora. Baumgratz explica que a Defesa Civil embargou a obra no fim de semana e notificou a empresa para que fosse construído um muro de contenção entre os terrenos, que não
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