Fotos de satélite de Balneário Camboriú dos tempos atuais comparadas com duas décadas atrás expõem algumas curiosas diferenças na cidade da ostentação. Em 2005, os grandes prédios já tomavam conta da Praia Central, é verdade, mas agora, em 2026, são os arranha-céus que compõem a essência da paisagem mais conhecida da “Dubai brasileira”. 

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Os cantinhos de Balneário Camboriú também revelam algumas alterações nesses pouco mais de 20 anos. Terrenos ociosos às margens da Avenida do Estado Dalmo Vieira, por exemplo, hoje já estão completamente tomados por construções. Já na Barra Sul, as estradas de barro que ainda faziam parte do contexto deram lugar ao asfalto numa das regiões mais badaladas da cidade.

Outro antes e depois que se destaca está nas praias agrestes da cidade. Apesar de mais preservadas e com o verde ainda predominando em relação ao concreto, as imagens de 2025 mostram mais construções, principalmente nas praias de Taquaras e do Estaleiro, em comparação com 2005.

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Vinte anos atrás, vale lembrar, Balneário tinha 73,4 mil habitantes. Neste ano, a estimativa é de que já esteja próximo dos 150 mil.

Veja a comparação

Engordamento da praia também chama atenção

Nas imagens de satélite que mostram o passado e o presente de Balneário Camboriú, outra mudança se destaca: o aumento da faixa de areia. A Praia Central, que antes tinha apenas 25 metros e praticamente triplicou de tamanho para os 70 metros atuais. A megaobra, milionária, ficou pronta em dezembro de 2021, quando toda a orla foi liberada para os banhistas. 

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O contexto imobiliário de Balneário Camboriú

A valorização imobiliária de Balneário Camboriú começou a ganhar os contornos atuais a partir dos anos 2000, quando a cidade se consolidou como símbolo da arquitetura de luxo e do urbanismo verticalizado no Brasil.

Mas o ponto de virada decisivo foi maio de 2022, quando a cidade assumiu a liderança no ranking nacional do metro quadrado mais caro do país, posição que manteve por quatro anos consecutivos.

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Esse movimento foi impulsionado por fatores como a escassez de terrenos na orla, com pouquíssimas áreas disponíveis para novos projetos, e obras estruturantes como o alargamento da faixa de areia da Praia Central.