Atualmente na 41ª edição, o congresso dos Gideões Missionários da Última Hora (GMUH) é considerado o maior evento evangélico do Brasil. O que hoje atrai multidões, já começou pequeno e partiu de uma “visão divina”, recebida pelo pastor e presidente do movimento, Cesino Bernardino.
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Segundo informações do congresso, o pastor Cesino Bernardino, ao assumir a igreja Assembleia de Deus em Camboriú no final da década de 1970, recebeu uma profecia, onde Deus teria falado para ele que a cidade era escolhida, e seria mundialmente conhecida por uma grande obra.
Com as orações e profecia em mente, no início da década de 1980, Cesino sentiu o desejo de realizar um congresso voltado aos membros da igreja do município, com o objetivo de compartilhar as experiências vividas nas orações e despertar uma visão missionária na comunidade.
Veja como era o Gideões antigamente
Em 1983, foi realizado o primeiro Congresso dos Gideões Missionários da Última Hora, tendo como pregador o pastor Geziel. O congresso, idealizado por Cesino Bernardino e o presbítero César Furtado, tinha como objetivo principal reunir contribuintes para sustentar missionários no campo, cumprindo o “Ide” de Cristo.
Nome do congresso foi inspirado em personagem bíblico
O nome “Gideões Missionários da Última Hora” foi inspirado na figura bíblica de Gideão, que liderou um pequeno exército para libertar Israel dos midianitas. Da mesma forma, o congresso buscava reunir “Gideões”, modernos missionários, prontos para enfrentar os desafios espirituais contemporâneos.
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Desde então, o evento cresceu exponencialmente. Em 2026, o congresso chega à sua 41ª edição, ocorrendo de 25 de abril a 4 de maio, no Pavilhão dos Gideões e no Ginásio Irineu Bornhausen, em Camboriú. A expectativa de público para este ano é de aproximadamente 200 mil visitantes e fiéis, quase o dobro da população da cidade.
Quem foi o fundador do evento
Nascido em Imbituba no dia 29 de novembro de 1934, Cesino Bernardino era um homem de origem simples, que vivia uma vida pacata. Desde muito jovem, aos 13 anos, já despertou o interesse pelo cristianismo e passou a frequentar a igreja. O que ele não sabia, é que anos depois, seria responsável pela criação do maior congresso evangélico do Brasil.
Aos 28 anos, Cesino atuava profissionalmente como mordomo em sua cidade natal quando foi convidado a integrar o presbitério da igreja em que congregava. Ele decidiu então, largar o trabalho e se dedicar integralmente à vida ministral. Em 1971, foi ungido pastor, papel que desempenhou até a sua morte, em 2016.
Durante o início da trajetória pastoral, o pastor Cesino Bernardino atuou em Urubici, Canoinhas, Balneário Camboriú e Jaraguá do Sul. Em 25 de janeiro de 1977 assumiu como pastor presidente na cidade que mudaria a sua vida: Camboriú.
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O Pastor Cesino Bernardino ficou conhecido como um dos maiores incentivadores da obra missionária e da plantação de igrejas no Brasil. Ele morreu em 30 de julho de 2016, aos 81 anos, deixando um legado de 63 projetos missionários, espalhados por 19 estados brasileiros e 43 nações.
Trabalho social
Além de pastor, Cesino também era presidente do departamento de missões do Gideões, e ia pessoalmente ajudar famílias em situação de vulnerabilidade social, durante missões em outros estados do Brasil e diferentes países.
A iniciativa ampliou o alcance da assistência a comunidades em situação de vulnerabilidade, levando apoio a regiões de difícil acesso, como áreas ribeirinhas da Amazônia, sertões brasileiros e até países como Haiti e nações africanas.
As ações incluíam atendimento direto à população, com destaque para o uso de embarcações motorizadas em locais com grande presença de rios, como o barco odonto-clínico Gideão VI, que oferecia desde acompanhamento a gestantes até tratamentos odontológicos.
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Também eram realizadas doações de roupas e brinquedos, além de iniciativas voltadas ao semiárido, como fornecimento de água e perfuração de poços, contribuindo para melhorar as condições de vida dessas comunidades.

































