A Defesa Civil publicou uma nota meteorológica, nesta quinta-feira (15), informando que o fenômeno responsável pela sequência de chuva prevista para os próximos dias é a passagem de uma frente fria sobre o mar, associada a instabilidades típicas de verão.
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A previsão indica temporais em todas as regiões entre o sábado (17) e o domingo (18). No Litoral, há previsão de rajadas de vento. O risco é moderado para ocorrências associadas a alagamentos, destelhamentos, danos na rede elétrica e queda de galhos e árvores durante o período, conforme a Defesa Civil.
Linha do tempo mostra como frente fria irá atingir SC
Antes da chegada da frente fria, o calor se intensifica, com máximas acima dos 30°C em todas as regiões e acima dos 35°C em áreas do Extremo Oeste, Vale do Itajaí e Litoral. A partir da tarde de sábado (16), a aproximação da frente fria favorece temporais em todo o Estado, com condições para vendavais e chuva pontualmente intensa.
As áreas que apresentam maior risco ao longo da tarde e início da noite de sábado ficam concentradas entre o Alto Vale, Planalto Norte e Litoral Norte, onde podem ocorrer transtornos relacionados a alagamentos, enxurradas, destelhamentos e danos na rede elétrica. No domingo (18) ainda esquenta bastante e a passagem da frente fria mantém a condição de temporais em todas as regiões.
Após a passagem da frente fria, a expectativa é de que o calor dê uma trégua na segunda-feira (19). A partir da madrugada, o vento passa a soprar no sentido Sul em todo o Estado, deixando o tempo mais firme e com temperaturas mais baixas em relação à semana anterior.
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— Não tem ciclone. Choveu todos os dias dessa semana no Litoral Sul, Norte e Grande Florianópolis. A partir de sexta-feira, chove em todas as regiões. Sábado a mesma coisa, domingo a mesma coisa. A única diferença é que todos esses dias é aquecimento, cavado… e frutos de umidade que vem da Amazônia. E no domingo passa a frente fria — explica Marcelo Martins, meteorologista da Epagri.
Recomendações da Defesa Civil
Por que se falou em ciclone?
No dia 12 de janeiro, o site Meteored publicou uma análise indicando que um ciclone extratropical avançaria pelo extremo sul da América do Sul, impulsionando uma frente fria em direção ao Brasil e favorecendo chuvas em diversos estados. Na tarde de quarta-feira (15), no entanto, o site atualizou a previsão e passou a destacar a atuação direta da frente fria, sem indicar a influência de um ciclone sobre o território brasileiro.
Frente fria x ciclone: qual a diferença?
Frente fria é o avanço de uma massa de ar frio que empurra o ar quente que estava sobre uma região. Esse encontro entre massas de ar com temperaturas diferentes provoca aumento de nuvens, chuva e temporais, especialmente no verão, quando o calor e a umidade favorecem pancadas intensas, raios e rajadas de vento. Após a passagem da frente fria, é comum haver queda nas temperaturas e melhora gradual do tempo, com ar mais seco e ventos de sul.
Já o ciclone extratropical é um sistema de baixa pressão mais organizado e intenso, geralmente formado sobre o oceano, caracterizado por circulação de ventos em torno de um centro. Ele pode intensificar frentes frias e provocar ventos fortes, mar agitado e chuva persistente, sobretudo em áreas costeiras. Nem toda frente fria está associada a um ciclone, e a presença desse tipo de sistema não significa, necessariamente, impactos severos em terra — o que depende da trajetória, da intensidade e da proximidade do ciclone em relação ao continente.
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No caso de Santa Catarina, segundo a Defesa Civil e a Epagri/Ciram, o cenário é de frente fria combinada com instabilidades típicas de verão, e não de um ciclone atuando sobre o Estado.





