O litro da gasolina comum subiu ao preço médio de R$ 5,24 em Santa Catarina na primeira semana de 2023. O valor foi identificado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Brasil (ANP), que realizou pesquisa de valores junto a 168 postos de combustíveis no Estado.

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O número representou alta de 2,9% em relação à última semana de dezembro, quando estava em R$ 5,09. Esse é ainda o valor mais caro desde a semana encerrada em 28 de agosto, ocasião em que o litro da gasolina comum foi vendido, em média, a R$ 5,30 nos postos de Santa Catarina.

Agora, no início de 2023, a ANP chegou a identificar variações nos preços no Estado de R$ 4,82, em um posto de Joinville, a R$ 6,59, em Florianópolis. Já o preço médio mais barato foi encontrado em Chapecó, onde o valor comum entre 13 estabelecimentos pesquisados foi de R$ 4,90. Balneário Camboriú, por sua vez, teve o mais caro, com média de R$ 5,46 no valor do litro entre nove postos avaliados.

Em Santa Catarina, o preço médio do litro do etanol subiu 1,3% em relação à semana anterior, agora vendido a R$ 4,57. O valor do diesel foi a R$ 6,43 (aumento de 4%), enquanto o botijão de 13 kg do gás liquefeito de petróleo, o gás de cozinha, foi a R$ 121,25 (variação de 0,4%).

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No último dia 31, seria encerrada a desoneração dos impostos federais sobre os combustíveis — Pis/Cofins e Cide — determinada pelo então governo Jair Bolsonaro (PL), o que o presidente Lula (PT) indicou, a princípio, que não seria estendido. No dia 1º de janeiro, no entanto, ele voltou atrás da decisão e publicou uma medida provisória que amplia a isenção dos tributos por mais dois meses.

Apesar disso, representantes dos postos disseram que parte dos estabelecimentos acabaram recebendo os combustíveis das distribuidoras já com os impostos embutidos nos valores, o que foi repassado aos consumidores finais. Conforme os estoques foram renovados, os preços passaram a cair.

Além do vaivém dos impostos federais, também pesou sobre os combustíveis em Santa Catarina uma correção feita pelo governo estadual no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e as altas recentes do álcool anidro e biodiesel, que são misturados na gasolina e no diesel, respectivamente.

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