Pela primeira vez, a Gaviões da Fiel apresentará um enredo totalmente inspirado na cultura africana. A escola vai exaltar as máscaras rituais e narrar a história de Orunmilá, importante divindade do Candomblé.

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As máscaras cerimoniais são uma tradição em diversos países da África Subsaariana. O tema, chamado “Irin Ajó Emi Ojisé (A Viagem do Espírito Mensageiro)”, acompanha Orunmilá, o orixá que cria as máscaras para orientar seu povo.

A Gaviões afirma que essa escolha fortalece a valorização cultural. “Os desfiles das escolas de samba são uma das raras expressões artísticas que se orgulham de fugir do eurocentrismo e do imperialismo cultural”, destaca a escola na apresentação do enredo.

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No Carnaval de São Paulo de 2025, a Gaviões será a quarta escola a desfilar no segundo dia de apresentações. A expectativa é que o tema cause grande impacto.

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A travessia de Orunmilá

No Candomblé, Orunmilá é o mensageiro de Olodumaré, considerado o deus supremo. Ele tem o dom de viajar entre ayê (o mundo físico) e orun (o mundo espiritual).

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O enredo mostrará uma dessas travessias. Durante sua jornada, Orunmilá assume a forma de diferentes máscaras. Cada máscara permite que quem a use tenha acesso ao plano espiritual. 

“É nesse momento que Orunmilá, o espírito mensageiro, se conecta com a alma de seus filhos, transmitindo os saberes necessários para cumprir seus destinos”, explica a história.

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As máscaras terão diversas formas. Representadas em alegorias e fantasias, elas podem parecer com animais ou ter traços geométricos, simbolizando os aprendizados de cada povo.

Da torcida ao samba

A Gaviões da Fiel nasceu como a primeira escola de samba criada a partir de uma torcida organizada. Com suas cores preto e branco, surgiu para fortalecer a união dos torcedores do Corinthians também fora dos estádios.

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Fundada como bloco em 1975, passou a competir no grupo de acesso em 1989. Apesar de representar a zona leste, sua quadra está localizada no bairro do Bom Retiro. 

“A partir daí, os Gaviões da Fiel se posiciona entre as melhores Escolas de Samba de São Paulo”, destaca a agremiação.

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Com quatro títulos no Carnaval de São Paulo, a escola busca o pentacampeonato em 2025. O enredo diferenciado promete surpreender e renovar sua trajetória.

“Que os ensinamentos, os saberes e as profecias de Orunmilá iluminem todos os filhos e floresçam o destino de todas as nações, Axé!”, finaliza a sinopse.

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Veja a letra do samba-enredo da Gaviões da Fiel para 2025

Me fiz Emi caminheiro
Fiel mensageiro
Orunmilá eu sou
Chamei o senhor do itinerário
E vesti meu ideário
Na poeira, se alastrou
Logo eu, que forjei o amanhã
Na floresta de Nanã, mascarado a dançar
Assentei meu saber na sua fé
No ayê de Gueledé
No feitiço de Iyá

Eu segui essa banda
É alafi, sambará
Maleme-ê, ô, maleme-á
Eu segui essa banda
É alafi, sambará
Maleme-ê, ô, maleme-á

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Quando Alafin bradou a justiça de Oyó
Alujá roncou axé, no inimigo deu um nó
No palácio de Xangô, Egungun rodopiou
Ebomim girou a saia, ayeye de yaô
Quando Alafin bradou a justiça de Oyó
Alujá roncou axé, no inimigo deu um nó
No palácio de Xangô, Egungun rodopiou
Ebomim girou a saia, ayeye de yaô

Nas aldeias de marfim, os sagrados rituais
Pelos nossos ancestrais, uma África em fúria
Um produto no mercado, o destino separado
Mas a lágrima de dor se transforma em bravura

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Aos nosso filhos, herdeiros de Luanda
De Angola e Matamba, chama de Aluvaiá
Sou a revolta que não teme a demanda
Liberdade em Aruanda é palavra deferida
Levo o axé dos meus ensinamentos
Pro futuro que se preza
Hoje a profecia é cumprida

Irin Ajó Emi Ojisé, Odara
Irin Ajó Emi Ojisé, ewá
Meu Gavião vai ao encontro do Orun
Que, na casa de Ogum, é tempo de alafiar
Irin Ajó Emi Ojisé, Odara
Irin Ajó Emi Ojisé, ewá
Meu Gavião vai ao encontro do Orun
Que, na casa de Ogum, é tempo de alafiar

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Me fiz Emi caminheiro
Fiel mensageiro
Orunmilá eu sou
Chamei o senhor do itinerário
E vesti meu ideário
Na poeira, se alastrou
Logo eu, que forjei o amanhã
Na floresta de Nanã, mascarado a dançar
Assentei meu saber na sua fé
No ayê de Gueledé
No feitiço de Iyá

Eu segui essa banda
É alafi, sambará
Maleme-ê, ô, maleme-á
Eu segui essa banda
É alafi, sambará
Maleme-ê, ô, maleme-á

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Quando Alafin bradou a justiça de Oyó
Alujá roncou axé, no inimigo deu um nó
No palácio de Xangô, Egungun rodopiou
Ebomim girou a saia, ayeye de yaô
Quando Alafin bradou a justiça de Oyó
Alujá roncou axé, no inimigo deu um nó
No palácio de Xangô, Egungun rodopiou
Ebomim girou a saia, ayeye de yaô

Nas aldeias de marfim, os sagrados rituais
Pelos nossos ancestrais, uma África em fúria
Um produto no mercado, o destino separado
Mas a lágrima de dor se transforma em bravura

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Aos nosso filhos, herdeiros de Luanda
De Angola e Matamba, chama de Aluvaiá
Sou a revolta que não teme a demanda
Liberdade em Aruanda é palavra deferida
Levo o axé dos meus ensinamentos
Pro futuro que se preza
Hoje a profecia é cumprida

Irin Ajó Emi Ojisé, Odara
Irin Ajó Emi Ojisé, ewá
Meu Gavião vai ao encontro do Orun
Que, na casa de Ogum, é tempo de alafiar
Irin Ajó Emi Ojisé, Odara
Irin Ajó Emi Ojisé, ewá
Meu Gavião vai ao encontro do Orun
Que, na casa de Ogum, é tempo de alafiar

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Composição: Grandão / Sukata / José Rifai / Ovelha JB / Juliano / Guga Pacheco / Gabriel Lima / Japa Mooca / Wesley / Morganti / ANDREZINHO / B. Cardoso / Gladzik / Rennê Rocha / Dentinho do Morro

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