O CEO da empresa ClickUp, uma gigante global no ramo de gerenciamento de tarefas, anunciou a demissão de 22% do quadro de funcionários. Zeb Evans afirmou, em uma rede social, que a decisão não foi feitar para “cortar custos”, mas para reverter a economia gerada para os funcionários que permanecem na empresa, com a introdução do salário de 1 milhão de dólares — o que equivale a R$ 5 milhões, na cotação atual — por ano, “caso gerem um impacto 100 vezes maior criando ou gerenciando sistemas de Inteligência Artificial (IA)”.

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Atualmente, de acordo com plataformas de dados corporativos e de mercado, a empresa tem uma equipe global de cerca de 1,8 mil funcionários. Se esse número for levado em consideração, quase 400 funcionários podem ter sido demitidos nessa leva na gigante global.

Segundo Evans, que assumiu responsabilidade pela decisão, todos os demitidos receberão um pacote de benefícios que “visa reconhecer suas contribuições e facilitar a transição”. Na postagem, ele afirmou que ClickUp precisa mudar a forma de operar com o máximo de produtividade possível.

Veja fotos do escritório da ClickUp nos EUA

Empresa quer multiplicar a produção por 100

O CEO destacou que a mudança tem como objetivo multiplicar a produção por 100, com a incrementação de novos sistemas que devem suprir as necessidades dos usuários, sem perder esforços em sistemas já existentes.

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Ele argumentou que a inteligência artificial, se não for acompanhada de fluxos de trabalho diferenciados, não torna os funcionários mais produtivos.

“Acho que a maioria das empresas ainda não assimilou o que realmente está acontecendo com a IA na engenharia. A narrativa comum é que a IA torna todos os engenheiros mais produtivos. Isso pode ser verdade isoladamente, mas em nível organizacional, está longe da realidade Eis o que validamos recentemente na ClickUp: os grandes engenheiros, aqueles que conseguem orquestrar, arquitetar e revisar, estão se tornando engenheiros 100x. Eles não estão escrevendo código. Estão direcionando agentes que escrevem código. A habilidade reside no discernimento”, escreveu o CEO na postagem.

Por isso, a gigante global quer capacitar os melhores engenheiros para que eles se tornem ainda melhores com o auxílio da IA, assim como designers e gerentes de produto. Evan argumentou que a ClickUP tem muitos exemplos de trabalhadores que se tornaram donos de sistemas de IA, e que o “toque humano”, em um mundo “que se tornará saturado de comunicação por IA”, “será mais importante do que qualquer outra coisa para os clientes”.

Recompensas milionárias

Com isso, a ClickUp quer recompensar os trabalhadores que ainda fazem parte da empresa “que geram produtividade de forma adequada”. Segundo o CEO, as faixas salariais atuais serão descartadas, com faixas milionários se utilizaram sistemas de IA para que a produtividade cresça.

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O futuro não significa menos pessoas. Significa trabalho diferente, novas funções e melhores recompensas para aqueles que abraçarem essa mudança. Já estamos vendo o surgimento de funções totalmente novas, como Gerentes de Agentes, que não existiam há um ano. A ClickUp está se posicionando para liderar essa transformação, não apenas internamente, mas também para nossos clientes. Nunca estive tão certo sobre para onde estamos indo“, finalizou Zeb Evans.

O que é a ClickUp?

A ClickUp é uma ferramenta de gerenciamento de tarefas para aumento da produtividade criada em 2017, utilizada por diferentes tipos de empreendimentos, como gerenciamento de projetos, planejamento de eventos, recrutamento e coordenação de trabalho remoto, por exemplo.