A Softplan, gigante do ramo da tecnologia no Brasil com sede em Florianópolis, anunciou uma reestruturação organizacional na empresa com “ajustes de pessoal em parte da sua operação”. De acordo com o Sindicatos dos Trabalhadores em Processamento de Dados (Sindpd/SC), mais de 120 trabalhadores foram desligados em uma demissão em massa.

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A empresa afirmou, em nota, que não divulgará quantas pessoas foram demitidas por “questões de compliance“. Entretanto, o sindicato disse que a maioria dos trabalhadores que foram desligados da empresa possuem menos de cinco anos de trabalho no grupo. O órgão destacou, ainda, a atuação dessas pessoas na empresa, afirmando que tratam-se de trabalhadores “que estiveram diretamente envolvidos no ciclo recente de expansão da companhia.”.

A Softplan, por outro lado, afirmou que as mudanças fazem parte de uma “transformação de seus modelos de negócios”. A empresa disse, também, que as demissões e os ajustes no quadro de funcionários tem como foco a eficiência e sustentabilidade, “alinhando a estrutura à realidade do mercado e aos seus planos estratégicos”.

Em 2025, a Softplan, que possui 35 anos de atuação, teve como receita bruta o valor de R$ 500 milhões, de acordo com a Revista Exame. São mais de mil clientes, sendo considerada a principal govtech da América Latina, com soluções voltadas para a gestão pública.

Em uma nota de repúdio, o sindicato afirmou que está reunido com sua assessoria jurídica para definir e adotar todas as medidas cabíveis frente à demissão em massa. Em resposta, a Softplan apontou que entende o impacto direto na decisão e que quer conduzir esse processo “com respeito, transparência e responsabilidade”.

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“Reforçamos nosso sincero reconhecimento e agradecimento a cada profissional da empresa. Seguimos trabalhando para construir o futuro da companhia, com respeito à história e às pessoas que fizeram e fazem parte dela”, finalizou a empresa.

Leia a nota da Softplan na íntegra

Nos últimos meses, a Softplan tem se dedicado a mudanças importantes na reestruturação organizacional e transformação de seus modelos de negócios.

Como parte desse movimento, a empresa realizou ajustes de pessoal em parte da sua operação, com foco em eficiência e sustentabilidade, alinhando a estrutura à realidade do mercado e aos seus planos estratégicos. 

Sabemos que essa decisão impacta diretamente pessoas que contribuíram de forma significativa para a nossa trajetória. Estamos comprometidos em conduzir esse processo com respeito, transparência e responsabilidade.

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Reforçamos nosso sincero reconhecimento e agradecimento a cada profissional da empresa. Seguimos trabalhando para construir o futuro da companhia, com respeito à história e às pessoas que fizeram e fazem parte dela.

Leia a nota do sindicato na íntegra

O Grupo Softplan, uma das maiores empresas de tecnologia do Brasil, com sede em Florianópolis (SC) e mais de 35 anos de atuação, anunciou a demissão em massa de mais de 120 trabalhadores.

A decisão ocorre em um cenário que desmonta qualquer justificativa baseada em crise. O grupo faturou R$ 800 milhões em 2024, projeta alcançar R$ 1 bilhão em 2025 e mantém contratos com mais de 900 instituições públicas em todo o país, com forte atuação no sistema de Justiça.

Ou seja: há crescimento, há estabilidade e há lucro. Ainda assim, a escolha foi cortar trabalhadores.

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Entre os demitidos estão 6 pessoas com deficiência (PCDs), o que acende um alerta ainda mais grave sobre o impacto social das demissões. Além disso, a esmagadora maioria dos desligados possui menos de 5 anos de empresa — trabalhadores que estiveram diretamente envolvidos no ciclo recente de expansão da companhia.

Para o SINDPD/SC, o que está em curso não é um caso isolado, mas parte de um movimento mais amplo no setor de tecnologia, em que empresas altamente lucrativas vêm adotando demissões em massa como estratégia de reestruturação e aumento de margem, transferindo o custo dessas decisões para os trabalhadores.

O Sindicato repudia de forma contundente a postura da empresa. Não é aceitável que, diante de resultados financeiros expressivos, a resposta seja a eliminação de postos de trabalho e o descarte de profissionais que ajudaram a construir esses mesmos resultados.

Diante desse cenário, o SINDPD/SC já está reunido com sua assessoria jurídica para definir e adotar todas as medidas cabíveis frente à demissão em massa.

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Mais do que uma decisão interna, o caso levanta um debate urgente sobre o modelo que vem sendo adotado no setor de tecnologia no Brasil: crescimento baseado na precarização, na rotatividade e na substituição constante da força de trabalho.

O SINDPD/SC seguirá acompanhando o caso, atuando na defesa dos trabalhadores atingidos e cobrando responsabilidade social de empresas que, ao mesmo tempo em que ampliam seus lucros, promovem cortes profundos em seus quadros.

Não se trata apenas de números. Trata-se de trabalhadores, de direitos e do limite que não pode ser ultrapassado em nome do lucro.