O golpe do falso aluguel de imóveis já fez mais de 10 vítimas em Florianópolis em apenas seis dias, desde que a Operação Veraneio da Polícia Civil começou para a alta temporada de 2022/2023. Segundo o delegado Renan Scandolara, da Delegacia de Proteção ao Turista em Santa Catarina, uma dezena de boletins de ocorrências foram registrados até esta terça-feira (27) por pessoas que caíram no esquema criminoso e proprietários de casas e apartamentos que foram usados como isca.

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Nesse tipo de crime, o golpista utiliza fotos de um anúncio de imóvel legítimo e forja um novo anúncio na internet para aluguel de temporada. Assim, negocia com interessados e recebe os pagamentos adiantados por uma casa ou apartamento que não será entregue para os locatários. De acordo com o delegado, tanto as vítimas que têm prejuízo econômico quanto os donos do imóvel são lesados nessa prática.

— É um golpe que acontece o ano todo em Florianópolis, mas ele é muito sazonal. A gente vê um aumento muito expressivo nessa época do ano. Até agora foram 10 registros, mas os golpes ainda devem aumentar — alerta o delegado.

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A maioria dos casos registrados nesta temporada é de pessoas que caíram no golpe e perderam dinheiro. Ainda segundo Scandolara, em alguns dos boletins registrados junto à polícia há mais de uma vítima. Apesar de ser apenas o começo do verão, o delegado afirma que já é possível analisar que alguns locais são alvos dos golpistas com maior frequência.

— A gente notou um acúmulo de casos no Norte da Ilha de Santa Catarina, Canavieiras e Ingleses, que tem um fluxo turístico bastante forte nessa época do ano. Também tivemos registros em outras partes da Capital, mas no Norte da ilha é onde se destaca — analisou o delegado.

As queixas também chegaram ao Procon estadual. O órgão relata que vítimas fecharam o negócio, pagaram um adiantamento do aluguel para o suposto locador mas, quando chegaram ao local, descobriram que o contato desapareceu ou que o imóvel não existe.

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Tanto a Polícia Civil quanto o Procon orientam que os consumidores tenham muita atenção na hora de pesquisar locais de hospedagem e locação. O estelionatário geralmente anuncia uma casa na internet ou a hospedagem em um hotel bem localizado, com boa estrutura e com preço abaixo do mercado. No entanto, a primeira dica é sempre suspeitar.

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— A gente, às vezes, pensa que está fazendo um ótimo negócio, fica feliz e em uma euforia. E nesses momentos os golpistas acabam se aproveitando dessa nossa fragilidade. O que a gente orienta é ter bastante cautela na hora de fazer essa negociação pela internet — indica Scandolara.

Como evitar cair no golpe do aluguel

O primeiro passo para evitar cair no golpe do aluguel, segundo orientação do delegado, é verificar se o site do anúncio é verdadeiro. Depois, ver se a pessoa que realiza a negociação realmente é representante de uma empresa imobiliária ou se ela é proprietária do imóvel. Para isso, Scandolara sugere realizar uma chamada de vídeo.

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— Se a pessoa se diz proprietária do local, peça para fazer uma ligação por vídeo para se certificar que esse imóvel realmente existe. Você pode utilizar também sites de aplicativos de mapas para ver se o endereço é residencial e não um comercial, caso que já aconteceu aqui na Capital. Uma pessoa chegou no endereço e era uma farmácia.

O Procon também sugere que os clientes priorizem a locação de imóveis intermediados por imobiliárias ou por pessoas que já foram até o local.

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Outra possibilidade é pedir uma segunda opinião sobre a segurança do anúncio. Pedir uma avaliação de alguma pessoa acostumada com compras pela internet pode evitar problemas futuros.

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— Se você está achando que o negócio é bom demais para ser verdade, um valor muito bom para essa época do ano ou em um imóvel muito concorrido, peça calma, um tempo, converse com alguém com experiência em compras pela internet — orienta o delegado.

Caí em um golpe, e agora?

Tanto a vítima que alugou um imóvel falso quanto o dono de uma casa ou apartamento usado como isca em golpes devem registrar um boletim de ocorrência com a maior urgência possível. Para isso, é necessário reunir o máximo de provas sobre o ocorrido para a Polícia Civil.

— Cópia de transferência bancária, comprovante de Pix, que está sendo muito utilizado. Prints de conversas, número de telefone, tudo que for possível auxiliar a polícia a gente aceita no momento de registro da ocorrência — informa Scandolara.

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Casos de transferência bancária ou Pix são mais difíceis para reembolso da vítima. Já algumas plataformas de hospedagem compartilhada, como Airbnb, possuem alguns mecanismos como disputa de valores pagos. No entanto, não há garantia de que o dinheiro será devolvido.

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