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Coronavírus

Governo Bolsonaro define regras para dispensar máscaras; decisão será de municípios

Medida está em fase de finalização; o objetivo é orientar a liberação do acessório em cidades que tenham queda nos indicadores da pandemia

15/10/2021 - 17h32

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Folhapress
Por Folhapress
Bolsonaro foi flagrado diversas vezes sem máscara e, inclusive, chegou a ser multado
Bolsonaro foi flagrado diversas vezes sem máscara e, inclusive, chegou a ser multado
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O Ministério da Saúde vai estabelecer parâmetros com base em taxas de transmissão, vacinação e ocupação de leitos para flexibilizar o uso de máscaras no Brasil. A nova medida está em fase de finalização e deve ser publicada nos próximos dias. A decisão de manter o acessório como obrigatório ou não será dos municípios.

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O objetivo do relatório é orientar a liberação das máscaras em cidades que tenham queda nos indicadores da pandemia. Segundo pessoas da pasta, ouvidas pela Folhapress, uma das primeiras flexibilizações será o não uso de máscaras ao ar livre. 

O relatório constará, ainda, regras para que o país volte a usar o acessório caso uma nova onda de Covid se estabeleca no Brasil. 

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O Ministério da Saúde tem enfrentado pressão do presidente Jair Bolsonaro para liberar as medidas flexíveis. O chefe do Executivo já foi visto em diversos lugares sem máscara e, inclusive, chegou a ser multado por desrespeitara as regras sanitárias. 

Situação da pandemia no país

Na quarta-feira (13), o Brasil superou a marca de 100 milhões de pessoas com esquema vacinal contra a Covid completo. Mesmo assim, o professor de infectologia da Universidade Estadual da Bahia e secretário da Sociedade Baiana de Infectologia, Claudilson Bastos, diz que, no cenário atual do Brasil, ainda é necessário o uso de máscara, distanciamento social e higienização das mãos. 

Especialistas indicam 80% da população vacinada para flexibilizar as medidas. Esse percentual no Brasil é 47,1%. 

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- A situação é mais segura quando chega a esse percentual e atinge a imunidade coletiva. Isso significa que o vírus circula menos, há menos risco de transmissão da doença e, consequentemente, de mutação e o surgimento de novas variantes - afirmou Bastos.

Segundo o especialista, é positivo que cada município tome a decisão sobre a medida, principalmente se a flexibilização ocorrer antes de atingir 80% da população completamente vacinada. Isso porque o país é grande e cada região apresenta uma realidade diferente. 

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