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Governo brasileiro reconhece Jeanine Áñez como presidente da Bolívia 

Senadora assumiu o cargo na terça-feira, após a renúncia de Evo Morales 

13/11/2019 - 11h34

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Por Agência Brasil
Jeanine acena da varanda do Palácio de Quemado, em La Paz, depois de se proclamar a nova presidente do país
Jeanine acena da varanda do Palácio de Quemado, em La Paz, depois de se proclamar a nova presidente do país
(Foto: )

O governo brasileiro reconheceu a senadora Jeanine Áñez como nova presidente da Bolívia. Em publicação no Twitter, o Ministério das Relações Exteriores saudou a determinação de Jeanine em trabalhar pela realização de novas eleições e diz que quer aprofundar a "fraterna amizade" entre os dois países.

"O governo brasileiro congratula a senadora Jeanine Áñez por assumir constitucionalmente a Presidência da Bolívia e saúda sua determinação de trabalhar pela pacificação do país e pela pronta realização de eleições gerais. O Brasil deseja aprofundar a fraterna amizade com a Bolívia", diz a publicação.

A senadora do partido oposicionista Unidad Demócrata declarou-se presidente da Bolívia na terça-feira (12), embora a bancada do MAS, partido liderado pelo ex-presidente Evo Morales, não estivesse presente no Congresso.

Jeanine anunciou que decidiu "assumir imediatamente" a presidência da Bolívia depois de considerar que no país havia uma situação de vacância, devido à renúncia do ex-chefe de Estado, Evo Morales, e do vice-presidente Álvaro García Linera.

Também renunciaram aos cargos os presidentes do Senado e da Câmara e o primeiro vice-presidente do Senado. Como segunda vice-presidente da Casa, ela era a primeira na linha sucessória.

Bolívia em crise: catarinense que vive no país relata conflitos violentos

Asilo político

Morales chegou na terça ao México, país que lhe concedeu asilo político por considerar que a "vida e a integridade" do ex-presidente correm risco na Bolívia, conforme o chanceler mexicano Marcelo Ebrard.

A renúncia do ex-presidente veio na esteira de dúvidas quanto à legitimidade das eleições. No domingo (10), Morales chegou a anunciar novas eleições. Sem conseguir aplacar a ira da oposição e das milícias organizadas por líderes regionais, durante o dia, ele enfrentou uma avalanche de renúncias de altos integrantes do governo, e acabou renunciando após ser pressionado por militares e policiais.

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