O Governo Federal já tem data para o movimento mais aguardado do setor aéreo neste segundo semestre: o leilão do Aeroporto Internacional de Brasília deve ocorrer em novembro. O anúncio, feito pelo ministro Silvio Costa Filho, coloca o segundo terminal mais movimentado do país sob os holofotes do mercado internacional.
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Após o desfecho do imbróglio no Galeão, o Ministério de Portos e Aeroportos tenta repetir a dose na capital federal, utilizando uma modelagem que busca resolver gargalos contratuais antigos e garantir previsibilidade de caixa para os novos operadores.
Quem pode garantir espaço no BR
O terminal, hoje sob gestão da Inframerica, passa por um processo complexo de mediação no Tribunal de Contas da União (TCU). A concessionária alega desequilíbrios no contrato original de 2012, e a solução desenhada pelo governo segue o rito da “venda assistida”.
Na prática, esse formato limpa o terreno para que grupos europeus e asiáticos disputem o ativo sem herdar passivos jurídicos nebulosos. O objetivo é transformar o hub de Brasília em um porto seguro para o capital estrangeiro, aproveitando a demanda consolidada de conexões que ligam o Sudeste ao Norte e Nordeste.
Como leilão pode impactar malha aérea
O que está em jogo em novembro vai além da pista de Brasília. O governo estuda usar a alta rentabilidade da capital para subsidiar a expansão da aviação no interior, possivelmente incluindo aeroportos regionais menores no mesmo pacote.
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Esse “subsídio cruzado” é a aposta para viabilizar voos em cidades que hoje estão fora do mapa das grandes companhias. Se o martelo bater com ágio positivo, o Ministério consolida um cronograma agressivo para 2026, que inclui desde terminais de contêineres em Santos até a primeira concessão hidroviária do país no Paraguai.

