Os pescadores artesanais da baía da Babitonga se manifestaram contrários à cota da tainha. Por conta da cota, que já atingiu 90%, o Ministério da Pesca colocou fim na safra do peixe na modalidade arrasto de praia, o que gerou revolta na categoria do Norte catarinense.
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“Quando se esperava apoio e amparo por parte do poder público, surge uma portaria que agrava ainda mais a situação da pesca artesanal, impondo restrições sob a justificativa de preservação dos estoques pesqueiros, sendo que, por lei, a pesca artesanal é considerada de baixo impacto ambiental”, se manifestou por meio de nota a Colônia de Pescadores Z-02, de São Francisco do Sul.
Conforme o grupo, em reunião com o Ministério da Pesca e Aquicultura, realiada em 1º de agosto do ano passado, foi apresentada a solicitação de que, caso fossem mantidas as cotas de pesca da tainha em 2026, estas fossem distribuídas de forma regionalizada, considerando as características de cada região e município.
“Ocorre que São Francisco do Sul está localizada no norte de Santa Catarina, e como a safra inicia em 1º de maio, geralmente os cardumes que vêm do sul do estado chegam às praias do norte apenas meados de julho. Dessa forma, a medida causa grande prejuízo aos pescadores locais, que utilizam a pesca artesanal como fonte de renda e subsistência”, diz nota.
No ano passado, a safra da tainha em SC terminou sem atingir a cota prevista, com captura de pouco mais de 1 mil toneladas do peixe. Foi a primeira vez em que a pesca por arrasto de praia recebeu uma cota, o que já ocorria com as modalidades industrial e outros modelos de pesca artesanal.
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FOTOS: Como foi a safra da tainha em 2025
Em 2026, porém, o governo federal anunciou que os pescadores já capturaram 90% da cota prevista para 2026, que era de mil trezentas e trinta e duas toneladas e, a partir disso, foi colocado fim na safra.
Governo de SC se manifestou contrário ao fim da safra da tainha
Como anunciou a coluna de Renato Igor no NSC Total, o governo de Santa Catarina é contra o estabelecimento de cotas e solicitou o encontro com o MPA.
— Nós fomos surpreendidos com o anúncio do encerramento da pesca de arrasto em Santa Catarina. Defendemos um remanejamento da cota. A pesca artesanal é secular e nunca houve problema ou ameaça. Existe uma oscilação natural, ora o peixe se afasta ou se aproxima da costa. Para esse tipo de pesca artesanal, por esses anos todos, não precisava de cota — disse o Secretario Executivo da Aquicultura e Pesca (SC), Fabiano Müller Silva, que é Engenheiro Agrônomo e Doutor em Aquicultura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pesquisador de carreira da Epagri desde 2007, com trajetória no Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca (Cedap).
Agora, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) convocou uma reunião emergencial do Grupo de Trabalho GT Tainha para tratar do assunto. O encontro ocorre de forma virtual durante a tarde desta terça-feira (9).
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