A safra da tainha por arrastado de praia, tradicional em Santa Catarina, chegou ao fim neste domingo (7). O governo federal anunciou que os pescadores já capturaram 90% da cota prevista para 2026, que era de mil trezentas e trinta e duas toneladas. Quem trabalha nesta modalidade tem 24 horas a partir de agora para descarregar as embarcações, conforme estabelecido em portaria.
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A pesca da tainha por arrasto de praia começou no dia 1º de maio. Normalmente, a espécie marca presença no litoral catarinense até o fim de julho. Por lei, a captura pode seguir até 31 de dezembro ou até quando alcançar os 90% da cota, o que, desta vez, ocorreu em apenas 38 dias. Neste domingo, pescadores fizeram uma grande captura na praia de Quatro Ilhas, em Bombinhas.
Segundo o doutor em Aquicultura e engenheiro do Laboratório de Piscicultura Marinha da Universidade Federal de Santa Catarina (Lapmar/UFSC), Caio Magnotti, a “supersafra” de tainha deste ano pode estar relacionada aos ciclones extratropicais formados na Argentina. O fenômeno pode ter favorecido a movimentação do peixe em direção ao litoral do Estado.
Outras modalidades de pesca de tainha seguem liberadas:
- Emalhe anilhado: 1.094 toneladas; atuação restrita ao litoral de Santa Catarina; cada embarcação pode capturar até 15 toneladas, com tolerância extra de até 20%.
- Emalhe costeiro de superfície: 2.070 toneladas; pesca permitida no litoral e em águas mais afastadas (ZEE) das regiões Sudeste e Sul.
- Cerco/traineira: 720 toneladas; área de operação no litoral e em águas mais afastadas (ZEE) das regiões Sudeste e Sul do Brasil; cota é distribuída por embarcação.
- Captura no estuário da Lagoa dos Patos: 2.760 toneladas; pesca realizada no estuário da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, conforme regras específicas para essa área.
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