Um ator registrou boletim de ocorrência após afirmar ter sido agredido e chamado de “ladrão” durante as gravações do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), no Memorial da América Latina, na em São Paulo. As informações são do g1.
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Segundo o relato, a confusão começou durante uma revista na entrada do set. De acordo com o documento, o ator segurava uma blusa quando um integrante da equipe, descrito por ele como “um americano”, puxou a peça de sua mão e pediu que ele deixasse o local. Ele afirma ainda que foi chamado de “ladrão” e retirado da área por seguranças.
Ator relata soco no rosto
Ainda segundo o boletim de ocorrência, o homem retornou ao set para buscar seus pertences e trocar de roupa. Nesse momento, ele relata que um dos seguranças passou a encará-lo e apontar o dedo em sua direção.
— Nisso eu só levantei a mão para pedir pra ele se afastar um pouco, e ele deu um tapa na minha mão. Aí eu o empurrei para sair de cima de mim, nisso ele voltou e me deu um soco no rosto e testa — diz trecho do registro policial.
Um documento médico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que atendeu o ator aponta um “pequeno ferimento de menos de 1 centímetro na região frontal da cabeça”.
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A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso. A produtora Go Up Entertainment não havia se manifestado ao g1 até a última atualização.
Veja fotos do filme Dark Horse, biografia de Bolsonaro
Set do filme de Bolsonaro acumula denúncias
O filme também já havia sido alvo de denúncias de condições precárias de trabalho, segundo relatório do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões de São Paulo (SATED/SP) obtido pelo g1. Há relatos de comida estragada, alimentação insuficiente, atrasos de pagamento e revistas consideradas abusivas durante as gravações.
O relatório reúne 15 queixas formais de figurantes e técnicos e aponta ainda diferença no tratamento entre elenco estrangeiro e trabalhadores brasileiros. Enquanto a equipe principal tinha acesso a café da manhã e almoço em sistema self-service, os figurantes recebiam apenas um kit lanche com pão com frios, uma maçã, uma paçoca e um suco. Segundo os relatos, a alimentação era insuficiente para jornadas superiores a 8 horas.
Filme de Bolsonaro no centro do debate político
Na quarta-feira, a divulgação de um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobra um pagamento de Daniel Vorcaro em forma de suposto patrocínio ao filme Dark Horse movimentou o meio político e causou turbulência na pré-campanha presidencial de Flávio. O pré-candidato ao Palácio do Planalto alegou que se tratava de dinheiro privado e voltado apenas à produção do filme.
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Nesta sexta, o site Intercept Brasil revelou que o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) teria trabalhado na função de produtor-executivo, função que o daria poderes sobre a gestão financeira do projeto. Os dados contradizem as afirmações de Eduardo feitas no Instagram na quinta-feira (14), em que ele negou ter recebido dinheiro do fundo de investimento.
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira, Eduardo Bolsonaro assumiu que assinou um contrato como produtor-executivo, mas disse que o vínculo foi feito apenas para garantir contrato “com um diretor de Hollywood”.






