Pelo menos 30 ônibus foram vandalizados nos piquetes do primeiro dia da greve dos rodoviários do Rio de Janeiro, na madrugada desta segunda-feira (29). Há relatos de que uma pessoa ficou ferida em uma das ações. Segundo o Rio Ônibus, sindicato que representa as viações que operam no município, não há previsão para término da greve.

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A paralisação teve início à meia-noite, após aprovação da categoria em assembleia realizada no domingo (28). Apesar de o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) determinar a circulação de, no mínimo, 50% da frota, o Rio Ônibus informou que apenas 800 veículos deixaram as garagens nesta manhã, número bem abaixo dos 1.800 ônibus que, segundo a entidade, deveriam estar em operação para cumprir a decisão judicial.

Passageiros relatam dificuldade de locomoção

Com a frota reduzida, passageiros relataram ao g1 longas esperas e dificuldade para chegar ao trabalho. Enquanto isso, a prefeitura orientou a população a utilizar metrô, trens e barcas, que operam normalmente.

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Em nota nas redes sociais, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), reforçou a recomendação:

Veja as revindicações do sindicato

Segundo o sindicato, as revindicações da greve são:

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  • Mudança da data-base para 1º de março;
  • Salário de R$ 5 mil para motoristas que dirigem articulados e R$ 4 mil para os demais;
  • Fim do contrato temporário e contratação pela CLT para os profissionais do BRT;
  • Tíquete-alimentação de R$ 1 mil;
  • Jornada de trabalho 5×2;
  • Manutenção do passe livre para a categoria;
  • Indenização dos 30 minutos do intervalo de almoço;
  • Plano de saúde e odontológico.

Em contrapartida, o Rio Ônibus propôs um reajuste sobre os salários e o auxílio-alimentação da categoria. Pela oferta, o salário dos motoristas de ônibus convencionais passaria de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31, enquanto o dos condutores de ônibus articulados subiria de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. O auxílio-alimentação seria reajustado de R$ 660 para R$ 689.

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