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Operação Hora Extra

Grupo forjava registro de horas trabalhadas em obras públicas em Mafra, diz investigação

Dez pessoas foram indiciadas; entre elas, um servidor da prefeitura

12/01/2022 - 14h41 - Atualizada em: 12/01/2022 - 14h49

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Sabrina
Por Sabrina Quariniri
Durante as investigações, duas pessoas haviam sido presas
Durante as investigações, duas pessoas haviam sido presas
(Foto: )

Dez pessoas foram indiciadas por forjar o registro de horas trabalhadas em obras públicas realizadas para a Prefeitura de Mafra, no Planalto Norte catarinense. O caso foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) no início desta semana e, entre os suspeitos, está um servidor público do município. 

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De acordo com o delegado Nelson Vidal, a maioria do grupo fazia parte de uma empresa terceirizada de Balneário Barra do Sul que ganhou a licitação para realizar serviços de manutenção das estradas do município, em junho de 2019. 

Para vencer a oferta, segundo Vidal, a companhia teria oferecido um valor da hora trabalhada pelos caminhões e retroescavadeiras abaixo do preço do mercado. No entanto, para obter lucro, segundo apontam as investigações, as máquinas contavam com horímetros extras, que computavam mais tempo de trabalho, mesmo, efetivamente, não estando operando. 

— Fora o horímetro original, instalaram horímetros falsos nas máquinas que funcionavam apenas com os motores ligados. Bastava virar a chave que a hora começava a ser marcada, já que o equipamento era alimentado a bateria. Portanto, ficava ligado direto, em horário de almoço, fim de semana, até em dias de chuva — explica o delegado. 

Ainda segundo o delegado, o grupo agiu neste esquema por cerca de seis meses e a Polícia Civil descobriu a ação em dezembro de 2019, por meio de denúncia anônima O esquema de falsificação, segundo a polícia, foi registrado em dez caminhões e seis retroescavadeiras. A estimativa é de que os suspeitos tenham desviado cerca de R$ 150 mil de dinheiro público apenas com as retroescavadeiras. 

As investigações duraram cerca de dois anos. À época, durante o cumprimento dos mandados, a polícia apreendeu as planilhas de horas falsas e as originais e as máquinas utilizadas no esquema. 

Entre os investigados, estão dois empresários, encarregados e funcionários da empresa, além de um servidor da prefeitura. Durante as diligências, duas pessoas já haviam sido presas. 

A prefeitura de Mafra informou que está apurando o caso internamente, e que alguns dos envolvidos já foram afastados do cargo em 2019, na gestão anterior do município.

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