Um grupo suspeito de usar deepfakes de celebridades para aplicar golpes que movimentaram mais de R$ 20 milhões foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, nesta quarta-feira (1º). Quatro pessoas foram presas no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Endereços em Santa Catarina foram alvos de busca e apreensão, de acordo com o delegado Filipe Bringhenti, responsável pelo caso.
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No total, segundo o g1, são cumpridos nove mandados de busca e apreensão e sete de prisão preventiva em cinco estados: Rio Grande Sul, Santa Catarina, São Paulo, Bahia e Pernambuco. As prisões ocorreram em Canoas (RS), Piracicaba e Hortolândia (ambas em SP). Também foram apreendidos 10 veículos, incluindo os modelos de luxo Porsche Cayenne S, Range Rover Velar, BMW 430i e motocicletas BMW.
De acordo com a polícia, as deepfakes foram usadas para criação de falsos vídeos de Gisele Bündchen e outras celebridades como Angélica, Juliette, Maísa e Sabrina Sato. Os falsos anúncios ofereciam produtos grátis pelo pagamento apenas do frete, por exemplo, conforme a polícia.
O golpe que deu início à investigação envolvia uma deepfake da modelo internacional. O vídeo fazia parecer que a modelo estava recomendando um “kit antirrugas grátis”, que custava R$ 44,57. O produto, na realidade, não existia.
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“Universidade do crime”
A investigação revelou uma estrutura hierárquica bem definida. O chefe do grupo, além de planejar os crimes, também gerenciava uma “universidade do crime digital” para instruir outras pessoas em golpes, segundo a polícia, conforme a CNN. Através de um perfil no Instagram, ele ensinava outras pessoas a se tornarem “predadores digitais”.
— O perfil dele no Instagram tinha o slogan ‘te ensino a pensar como predador digital’, e oferecia mentoria para ensinar técnicas de golpes. Era literalmente uma escola do crime operando às vistas de todos — detalhou a delegada Isadora Galian, conforme a CNN.
Uma blogueira, que possui mais de 110 mil seguidores nas redes sociais, fazia parte do esquema. Segundo a polícia, a mulher usava as redes para impulsionar os golpes e promover jogos de azar ilegais.
O chefe do grupo e a blogueira foram presos durante o cumprimento dos mandados. Os suspeitos devem responder por estelionato, organização criminosa, lavagem de dinheiro e jogo de azar.
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Como não cair em golpes
A Polícia Civil alertar a população sobre os sinais de golpes digitais que utilizam deepfakes:
- Desconfie de promoções “imperdíveis” protagonizadas por celebridades
- Verifique sempre a autenticidade dos perfis que divulgam ofertas
- Pesquise a reputação da empresa em sites como Reclame Aqui antes de comprar
- Nunca forneça dados pessoais ou realize pagamentos sem confirmar a legitimidade da oferta
- Denuncie imediatamente qualquer suspeita de golpe, mesmo que o valor seja baixo
*Com informações da CNN e do g1.
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