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    Resposta ao presidente

    "Há lealdades maiores do que as pessoais", diz Moro após Bolsonaro chamá-lo de Judas

    Ex-ministro da Justiça fez publicação em rede social na manhã deste domingo

    03/05/2020 - 10h37 - Atualizada em: 03/05/2020 - 10h46

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    Folhapress
    Por Folhapress
    Presidente Bolsonaro e Sergio Moro
    (Foto: )

    *Leandro Colon

    O ex-ministro Sergio Moro escreveu neste domingo (3) em rede social, um dia após ser chamado de "Judas" pelo presidente Jair Bolsonaro. "Há lealdades maiores do que as pessoais", escreveu Moro, que prestou depoimento no sábado (2) à Polícia Federal em Curitiba devido às suas acusações contra Bolsonaro ao pedir demissão do governo.

    Na manhã de sábado, Bolsonaro publicou um vídeo sobre as suspeitas em relação ao mandante da facada que levou na campanha de 2018. "Os mandantes estão em Brasília?", escreveu.

    "O Judas, que hoje deporá, interferiu para que não se investigasse?", disse Bolsonaro, citando o depoimento que Moro prestaria à PF sobre as acusações que fez contra o presidente ao sair do Executivo.

    Moro concluiu seu depoimento no prédio da Polícia Federal em Curitiba na noite de sábado (2) após ficar mais de oito horas no local. Ele foi ouvido no inquérito que apura as acusações que fez, de tentativa de interferência política na corporação.

    Durante a manhã de sábado, a entrada do prédio da PF virou palco de protestos, com grupos em apoio ao ex-juiz da Lava-Jato e outros a favor de Bolsonaro. O ex-ministro chegou ao local por volta das 13h15, mas entrou pelos fundos, frustrando a expectativa de manifestantes. O depoimento começou por volta das 14h e acabou perto das 22h.

    À noite, foram pedidas pizzas no prédio da PF para servir as equipes. Moro acabou saindo do edifício apenas por volta da 0h20 de domingo (3), sem falar com a imprensa.

    Além de reiterar as acusações feitas ao sair do governo, Moro disse que apresentaria novas provas do que havia afirmado sobre a tentativa de ingerência de Bolsonaro na PF. O presidente, disse ele ao pedir demissão, queria a troca de comando para ter acesso a investigações em andamento.

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