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    Violência

    Homem negro é espancado até a morte em supermercado de Porto Alegre

    Os dois homens que agrediram foram detidos e presos em flagrante por homicídio qualificado

    20/11/2020 - 06h54 - Atualizada em: 20/11/2020 - 19h47

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    Redação
    Por Redação DC
    Homem é espancado e morto em supermercado de Porto Alegre
    Homem é espancado e morto em supermercado de Porto Alegre
    (Foto: )

    Um homem de 40 anos morreu após ter sido espancado na porta de um supermercado em Porto Alegre na noite dessa quinta-feira (19). A vítima foi identificada como João Alberto Silveira Freitas. Os dois homens que agrediram foram detidos e presos em flagrante por homicídio qualificado. As informações são da Gaúcha ZH.

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    Informações preliminares são de que o fato tenha sido precedido por uma discussão dentro do estabelecimento com uma funcionária, um segurança de uma empresa terceirizada e um PM temporário. 

    De acordo com a Brigada Militar, a confusão começou no caixa do supermercado. A vítima, que fazia compras com a esposa, teria ameaçado agredir uma funcionária, que chamou a segurança. O policial e o segurança teriam encaminhado João Alberto Silveira Freitas para fora do supermercado.

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    Nas imagens que circulam nas redes sociais é possível ver que dois homens brancos derrubam a vítima, que é negra. Enquanto um segue segurando Freitas, o outro dá vários socos na cabeça da vítima. Em outro registro é possível ver a vítima já ensanguentada no chão do local, mas ainda imobilizado pelos agressores. 

    A Brigada Militar, que atendeu a ocorrência inicialmente, diz que a vítima passou a brigar com a dupla por não aceitar sair do local. Mas testemunhas dizem que o homem foi seguido e agredido na saída.

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    Em resposta à reportagem publicada pela Gaúcha ZH, o supermercado Carrefour e a Brigada Militar emitiram as seguintes notas:

    O que diz o Carrefour

    "O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário.

    O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento deste inexplicável episódio, iniciamos uma rigorosa apuração interna e, imediatamente, tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente.

    Para nós, nenhum tipo de violência e intolerância é admissível, e não aceitamos que situações como estas aconteçam. Estamos profundamente consternados com tudo que aconteceu e acompanharemos os desdobramentos do caso, oferecendo todo suporte para as autoridades locais."

    O que diz a Brigada Militar

    Imediatamente após ter sido acionada para atendimento de ocorrência em supermercado da Capital, a Brigada Militar foi ao local e prendeu todos os envolvidos, inclusive o PM temporário, cuja conduta fora do horário de trabalho será avaliada com todos os rigores da lei.

    Cabe destacar ainda que o PM Temporário não estava em serviço policial, uma vez que suas atribuições são restritas, conforme a legislação, à execução de serviços internos, atividades administrativas e videomonitoramento, e, ainda, mediante convênio ou instrumento congênere, guarda externa de estabelecimentos penais e de prédios públicos.

    A Brigada Militar, como instituição dedicada à proteção e à segurança de toda a sociedade, reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos e garantias fundamentais, e seu total repúdio a quaisquer atos de violência, discriminação e racismo, intoleráveis e incompatíveis com a doutrina, missão e valores que a Instituição pratica e exige de seus profissionais em tempo integral.

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