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    Vídeo: amigo de homem negro morto em supermercado diz que 'ele gritava que não conseguia respirar'

    Segundo análise preliminar, a perícia indica asfixia como causa da morte; os dois homens que espancaram Freitas foram presos em flagrante por homicídio qualificado

    20/11/2020 - 12h34

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    Redação
    Por Redação DC
    Vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o homem negro foi imobilizado e agredido
    Vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o homem negro foi imobilizado e agredido
    (Foto: )

    Paulão Paquetá viu o seu amigo João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, sendo espancado até a morte em um supermecado de Porto Alegre, na noite de quinta-feira (19). Em entrevista ao G1 ele disse que a vítima "gritava que não conseguia respirar" enquanto os seguranças o agrediam.

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    Os dois homens brancos que espancaram Freitas foram detidos e presos em flagrante por homicídio qualificado. As imagens da agressão foram gravadas e circulam pelas redes sociais.

    — Aquele vídeo ali, cara, mostra toda a agressão que ele teve antes de vir a óbito. Além de agredirem ele, deram um mata-leão nele, asfixiaram ele, pessoal pedindo para largarem ele, para deixar ele pra respirar, porque ele gritava que não conseguia respirar, eles não largaram, quando largaram ele já estava roxo, já estava sem respirar — contou o amigo da vítima, ao G1.

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    Paulão mora no mesmo bairro que o homem negro espancado. Ele conta que quando chegou no supermercado já estavam agredindo ele e os seguranças tomaram os celulares dos motoboys para ninguém filmar:

    — Eram muitos seguranças. Não tínhamos como fazer [nada]. Nos manifestamos depois com a chegada da Brigada Militar.

    Ainda não há confirmações sobre a causa da morte, mas segundo a delegada Roberta Bertoldo, uma análise preliminar da perícia indica asfixia.

    A esposa de Freitas conta que eles foram ao supermecado fazer compras e seu marido fez um gesto para a fiscal. Depois disso, ele foi levado para fora do estabelecimento, onde foi espancado até a morte.

    Um dos suspeitos é policial militar e foi levado para um presídio militar. O outro é segurança da loja e está em um prédio da Polícia Civil. Em nota, a Brigada Militar afirma que o PM era temporário: "A Brigada Militar foi ao local e prendeu todos os envolvidos, inclusive o PM temporário, cuja conduta fora do horário de trabalho será avaliada com todos os rigores da lei".

    O caso

    De acordo com a Brigada Militar, a confusão começou no caixa do supermercado. A vítima, que fazia compras com a esposa, teria ameaçado agredir uma funcionária, que chamou a segurança. O policial e o segurança teriam encaminhado João Alberto Silveira Freitas para fora do supermercado.

    Nas imagens que circulam nas redes sociais é possível ver que dois homens brancos derrubam a vítima, que é negra. Enquanto um segue segurando Freitas, o outro dá vários socos na cabeça da vítima. Em outro registro é possível ver a vítima já ensanguentada no chão do local, mas ainda imobilizado pelos agressores. 

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    A Brigada Militar, que atendeu a ocorrência inicialmente, diz que a vítima passou a brigar com a dupla por não aceitar sair do local. Mas testemunhas dizem que o homem foi seguido e agredido na saída.

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