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Intolerância

Hackers invadem com ofensas racistas e homofóbicas debate virtual sobre direitos humanos em SC

Ataques ocorreram durante encontro do Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH) que era realizado na segunda (16)

19/11/2020 - 13h10 - Atualizada em: 19/11/2020 - 17h28

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Por Guilherme Simon
Ato contra o racismo em SC
Ato contra o racismo realizado em Florianópolis
(Foto: )

Uma reunião virtual do Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH) de Santa Catarina foi invadida por hackers com ofensas racistas e homofóbicas nesta segunda-feira (16), em mais um caso de ataques de intolerância e preconceito registrado no Estado.

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Segundo nota divulgada pelo conselho, a invasão ocorreu durante uma reunião com membros de Criciúma que debatiam a construção do plano decenal de direitos humanos. O evento, que era transmitido pelo canal do YouTube da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, foi interrompido por pessoas que gritavam ofensas racistas e homofóbicas.

O Conselho Estadual de Direitos Humanos manifestou repúdio pela invasão e afirmou que todas as providências cabíveis foram tomadas “para apurar as responsabilidades, identificar e punir exemplarmente os responsáveis”.

“Essa demonstração de violência não é novidade. Grupos criminosos estão intensificando ações de intolerância, preconceito e disseminando ideais nazistas e de supremacia branca no Estado de Santa Catarina”, diz a nota.

O texto afirma ainda que o conselho estadual conta “com o irrestrito apoio das autoridades catarinenses para combater a atividade criminosa”.

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Este é mais um caso de ataques de ódio registrado em Santa Catarina em poucos dias. Nesta semana, a Ana Lúcia Martins (PT), eleita no domingo (15) a primeira vereadora negra de Joinville, foi alvo de ataques e de ameaças de morte nas redes sociais. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Na semana passada, os alvos de ataques foram professores do Instituto Federal Catarinense (IFC) de Araquari, também no Norte catarinense. Pessoas invadiram o seminário virtual realizado por eles e promoveram ataques com textos, falas, sons e imagens obscenos, ofensivos e racistas.

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Em junho, um debate virtual promovido pelo Instituto Comunitário Grande Florianópolis (Icom) que discutia estratégias de combate ao racismo com mais de 70 participantes também foi invadido. A reunião foi interrompida por imagens de cabeças sendo cortadas, um homem se masturbando, pedidos de morte a mulheres e a figura de uma suástica.

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