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Saúde pública

Hospital é interditado por falta de médicos e equipamento no Alto Vale

Instituição está proibida de receber novos pacientes até que as irregularidades sejam corrigidas; exceção é para casos envolvendo risco de morte

17/09/2021 - 13h13 - Atualizada em: 17/09/2021 - 14h57

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Por João Victor Góes
Hospital de Vitor Meireles, no Alto Vale do Itajaí
Hospital de Vitor Meireles, no Alto Vale do Itajaí
(Foto: )

O Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC) interditou na última quarta-feira (15) o Hospital de Vitor Meireles, no Alto Vale do Itajaí, por falta de médico plantonista e ausência de serviço de raio-x.

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A interdição é por tempo indeterminado ou até que as irregularidades sejam corrigidas pela administração do hospital. Neste período, a instituição está proibida de receber novos pacientes. A única exceção é para casos que envolvam risco de morte. 

Por meio de nota, o CRM-SC informou que acompanha a situação do hospital desde maio deste ano, quando as irregularidades foram constatadas. A fiscalização concedeu um prazo para que a instituição regularizasse a situação, mas nenhuma providência foi adotada.

“O CRM-SC reitera seu compromisso com a boa prática da medicina e ressalta que a interdição visa assegurar o direito da população de receber atendimento médico de qualidade, essencial para a preservação da saúde e vida dos pacientes”, diz o comunicado.

Aviso fixado na porta do hospital alerta pacientes
Aviso fixado na porta do hospital alerta pacientes
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Hospital e prefeitura buscam solução 

O hospital é mantido pela prefeitura de Vitor Meireles e administrado pela Associação Hospitalar Angelina Meneghelli. 

Procurada pela reportagem do Santa, a associação informou que possui quatro médicos no quadro de colaboradores e que solucionou a falta do plantonista ajustando a escala dos profissionais.

A administração também disse que conseguiu metade da verba para a aquisição do equipamento de raio-x e lembrou que trata-se de um hospital de pequeno porte, com recursos limitados.

O prefeito de Vitor Meireles, Bento Silvy (PP), lamentou a interdição da estrutura e disse que faltou compreensão por parte do CRM-SC.

— Nós colocamos para eles que temos duas ambulâncias e moramos a nove quilômetros de um hospital que tem raio-x. Seria flexível e rápido ir até lá para atender a nossa gente. Mas infelizmente o CRM-SC não pensa dessa forma — explicou Silvy.

Na próxima semana, o hospital e a prefeitura devem apresentar ao Conselho Regional de Medicina um cronograma para aquisição e instalação do equipamento de raio-x. A proposta será avaliada por uma comissão e, caso seja aprovada, os atendimentos na unidade poderão ser retomados.

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