nsc

    Pandemia

    Hotéis de SC reivindicam que Estado libere 60% de ocupação para Natal e Ano-Novo

    Funcionamento depende da classificação das regiões no mapa de risco para covid-19

    17/11/2020 - 13h06 - Atualizada em: 17/11/2020 - 16h15

    Compartilhe

    Por Juliana Gomes
    Setor hoteleiro trabalha com a incerteza da pandemia
    Setor hoteleiro trabalha com a incerteza da pandemia
    (Foto: )

    A poucas semanas do Natal e do Ano-Novo, os hotéis em Santa Catarina convivem com a incerteza da pandemia e de qual a ocupação permitida pelas autoridades sanitárias até lá. O setor reinvidica que o governo do Estado autorize ao menos 60% de ocupação nos estabelecimentos. 

    Assim como outros segmentos, o funcionamento dos hotéis é definido a partir do mapa de risco para o coronavírus, que classifica as regiões do estado conforme suas taxas de contaminação e ocupação de leitos de UTI. As regiões em nível gravíssimo aparecem no mapa em vermelho, em nível grave, em laranja, alto risco, em amarelo, e risco moderado, em azul. 

    >Após testar positivo para coronavírus, Daniela Reinehr faz exames em hospital

    Conforme a última atualizaçao do mapa, em 11 de novembro, a Grande Florianópolis está em nível gravíssimo. 

    - Hoje, a hotelaria depende da faixa das bandeiras. Temos laranja, com 60%, amarela, com 80% e azul com 100%. Com qual bandeira a gente trabalha (para Natal e Ano-Novo)? Hotelaria trabalha com futuro, você não faz reserva no dia, você faz reserva pro mês que vem, pra 15 dias... - ponderou o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares Estanislau Bresolin.

    >SC tem 21 mortes por coronavírus em dois dias; criança de 3 anos é uma das vítimas, diz Estado

    _ E se muda a bandeira, como é que fica? Como aconteceu aqui, nós estávamos em laranja e baixaram para vermelha. Aí passa de 60 para 30%. Como é que eu faço? Quem eu escolho para hospedar? Estamos pedindo para o governo deixar no mínimo de 60% - relatou Bresolin.  

    Ainda de acordo com o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, a reinvindicação foi encaminhada ao governo do estado. Via assessoria de imprensa, a Secretaria de Estado da Saúde informou que questões como esta dependem de definições de equipes técnicas, responsáveis pelas portarias que normatizam as atividades durante a pandemia. Decisões deste gênero devem ser baseadas em amplos estudos, informou a pasta. 

    > Aeroporto de Florianópolis aumenta tarifas por perdas com pandemia de coronavírus

    Segundo Bresolin, na Grande Florianópolis, há ao menos 200 estabelecimentos de hospedagem em funcionamento. Mesmo com tantas incertezas, a gerente administrativa de um hotel no bairro dos Ingleses, Andressa Sietz, tenta ser otimista. 

    - Contando que esteja assim como está, a gente vai conseguir manter nosso número de ocupação. Se agravar mais pra frente, nós teremos que fazer cancelamentos. A gente acaba trabalhando na esperança de que em seguida vamos ter a vacina, vai estar tudo liberado. Trabalhamos na esperança, é no que a gente se agarra hoje em dia - relatou. 

    > Painel do Coronavírus: saiba como foi o avanço da pandemia em SC

    Deixe seu comentário:

    Últimas notícias

    Loading... Todas de Cotidiano

    Colunistas