O Instituto Federal Catarinense (IFC), de Camboriú, comunicou nessa quinta-feira (26), através das redes sociais, o afastamento de um servidor que foi detido na Operação Infantius, que teve como objetivo combater crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes no ambiente digital.
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De acordo com a nota da Instituição, o funcionário foi afastado para que seja instaurado um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Além disso, o instituto afirma que adotou todas as providências cabíveis no âmbito administrativo, para garantir a segurança dos alunos.
O IFC ainda diz que “não tolera, em nenhuma hipótese, atos que atentem contra a integridade física, psicológica e moral de crianças e adolescentes, reafirmando sua missão de contribuir para uma sociedade justa, inclusiva e segura”.
Servidor está sem trabalhar desde fevereiro
De acordo com a corregedoria do colégio, o servidor investigado estava desde o dia 12 de fevereiro de 2026 sem comparecer ao local de trabalho, em razão de uma possível medida restritiva de liberdade em função da investigação criminal. Nessa época, as informações disponíveis ao Instituto teriam caráter preliminar e não oficial.
O IFC relata ainda que apenas nessa terça-feira (24), foi formalmente comunicado da denúncia criminal contra o colaborador.
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“Em 24 de março de 2026, o Instituto foi formalmente comunicado pelo Ministério Público do Estado de Santa Catarina acerca do oferecimento de denúncia criminal e da imposição de medidas cautelares em face do servidor, momento em que houve a confirmação oficial das informações até então não formalizadas”, informou a instituição.
Após o comunicado do MPSC, a Corregedoria do IFC instaurou um Processo Administrativo Disciplinar, por meio da Portaria nº 17/2026, de 25 de março de 2026, para apurar os fatos. No mesmo dia, o servidor recebeu o afastamento cautelar com um prazo inicial de 60 dias, sem a possibilidade de acessar as dependências do IFC Campus Camboriú e os sistemas institucionais.
Leia a nota publicada pelo Instituto Federal Catarinense
O Instituto Federal Catarinense (IFC) – Campus Camboriú vem a público manifestar-se acerca de informação envolvendo servidor da instituição, recentemente detido sob acusação de crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente e na legislação penal brasileira. O fato ocorreu no âmbito da Operação Infantius, deflagrada sob comando do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio do CyberGAECO, voltada ao enfrentamento de crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes no ambiente digital.
O servidor foi afastado de suas funções, como medida para a instauração do Processo Administrativo Disciplinar (PAD). A instituição informa que adotou todas as providências cabíveis no âmbito administrativo, com o objetivo de garantir a plena segurança dos adolescentes.
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O IFC, no exercício de sua função social e educativa, manifesta, de forma veemente, seu repúdio a toda e qualquer forma de violência contra crianças e adolescentes, condutas criminosas que afrontam os direitos fundamentais assegurados pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei nº 8.069/1990).
Reiteramos nosso compromisso institucional com a promoção da dignidade da pessoa humana e com a defesa da infância e da juventude contra toda forma de violência, exploração e abuso.
O IFC declara que não tolera, em nenhuma hipótese, atos que atentem contra a integridade física, psicológica e moral de crianças e adolescentes, reafirmando sua missão de contribuir para uma sociedade justa, inclusiva e segura.
A instituição reafirma sua confiança no devido processo legal e no trabalho das autoridades competentes para a apuração rigorosa dos fatos, nos termos da legislação brasileira. O IFC coloca-se à disposição para contribuir com o que for necessário no âmbito da investigação, colaborando de forma transparente e responsável com os órgãos competentes.
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O nome do servidor não será divulgado em virtude do sigilo do processo.
Operação Infantius
A Operação Infantius teve início no dia 13 de fevereiro de 2026, através do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio do CyberGAECO, e teve como principal objetivo o combate de crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes no ambiente digital.
A investigação, que partiu de um monitoramento que é feito pelo setor de inteligência digital, o Cybergaeco, resultou na prisão de quatro pessoas em Blumenau, Navegantes, Gaspar e Lages. Foram identificados downloads e compartilhamentos entre usuários de arquivos ilícitos envolvendo abuso sexual infantojuvenil.
Para localizar os suspeitos, o Cybergaeco contou também com a cooperação internacional da Homeland Security Investigations, agência vinculada ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. Mapeamento feito, a promotoria de cada município ficou responsável pela investigação.
Ação desmantelou rede digital de exploração sexual infantojuvenil
Durante a execução das ordens judiciais, foram apreendidos dispositivos eletrônicos e mídias de armazenamento que serão submetidos à perícia. No cumprimento em todas as cidades foi constatado o armazenamento de conteúdo relativo a abuso sexual infantojuvenil, o que gerou a prisão em flagrante dos moradores. Além disso, em Blumenau, o homem também possuía o mandado de prisão em aberto por estupro de vulnerável.
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As investigações prosseguem em sigilo. O Gaeco, então, não forneceu outros detalhes da história. Batizada de Infantius, a operação mirou os crimes de armazenamento, download e possível compartilhamento de pornografia infantil.

