Quem caminha pela Beira-Mar Norte, na altura do Koxixos, em Florianópolis, consegue avistar ao longe no horizonte uma ilha. Na realidade, trata-se de um pequeno arquipélago formado pela Ilha dos Guarás Grande e a Ilha dos Guarás Pequena, que guardam lendas e despertam curiosidade em quem navega pela região.
Continua depois da publicidade
Também chamada de Ilha Guarazes, a Ilha dos Guarás Grande é a maior delas e conta com uma pequena faixa de areia, além de pedras ao seu redor e vegetação densa, que cobra boa parte do local. Ao seu lado fica a Ilha dos Guarás Pequena, coberta predominantemente com pedras e pouca vegetação.
Como é a Ilha dos Guarás Grande
Perto das duas ilhas há ainda um agrupamento de rochas, que não chegam a formar uma ilha. O arquipélago fica próximo à região da Ponta do Coral, conhecida pelos pescadores de Florianópolis.
No local foi instalado um Centro de Treinamento, Aperfeiçoamento e Formação de Tropas do Grupo de Busca e Salvamento (GBS) do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina (CBMSC), o que também dá a ela o apelido de “Ilha dos Bombeiros”. Esse núcleo dos bombeiros atua em operações complexas, como mergulho, salvamento em altura e aquático.
Como ilha se tornou quartel
Em 2015, a ilha foi cedida ao Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) para instalação do centro de treinamento. No local, são feitos treinamentos náuticos de mergulho, funcionando como um centro de formação.
Continua depois da publicidade
A ilha é considerada um quartel, e por isso sempre conta com um bombeiro de serviço no local. Por ser um espaço militar, possui acesso restrito para visitantes. Contudo, caso exista interesse em fazer uma visita, é possível contatar a instituição.
Lenda de mal-assombrada
Assim como outros locais de Florianópolis, a ilha conta com lendas que são repassadas pelos moradores da capital catarinense. Nas redes sociais, circula a lenda de que a ilha já teria sido usada para isolar pessoas com hanseníase.
Anos depois, relatos de luzes durante a noite, sons estranhos e a sensação de que o lugar nunca mais esteve vazio foram compartilhados. Histórias que nunca foram comprovadas, mas que reforçam o folclore açoriano de bruxas e mistérios na Ilha da Magia.








