O horizonte do Setor Hoteleiro Norte (SHN) mudou de forma definitiva em janeiro de 2026. Onde antes se via a silhueta degradada do Torre Palace Hotel, agora resta apenas um terreno em processo de limpeza para o futuro. A implosão da estrutura não foi apenas uma manobra de engenharia de alta precisão, mas o ponto final em uma das novelas mais melancólicas do urbanismo brasiliense.

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FOTOS: Torre Palace Hotel: do luxo ao bota-abaixo

O auge e o brilho do pioneirismo

O Torre Palace nasceu em 1973 com a promessa de ser o endereço da sofisticação. Idealizado pelo empresário Jibran El-Hadj, o prédio de 14 andares oferecia a diplomatas e políticos uma das vistas mais cobiçadas do Eixo Monumental.

Durante as décadas de 1970 e 1980, o hotel foi o epicentro do prestígio na Capital Federal, consolidando-se como um marco do desenvolvimento do Plano Piloto.

A decadência: Do luxo ao escombro da ruína

O declínio começou nos anos 2000, após a morte de seu fundador. Uma disputa judicial entre herdeiros e uma crise financeira severa asfixiaram o negócio.

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Em 2013, o hotel encerrou oficialmente as atividades, mas o pior estava por vir. Sem segurança, o prédio foi invadido pelo Movimento de Resistência Popular (MRP), o que o transformou em foco de criminalidade no centro da Capital Federal.

Mesmo após a reintegração de posse em 2016, os danos estruturais já eram profundos.

O bota-abaixo e o que vem pela frente

Após anos de impasses — com a Justiça chegando a barrar a demolição em 2019 sob o argumento de que não havia risco de queda iminente — o cenário mudou em 2025.

Com novos proprietários e o aval do DF Legal, a demolição foi finalmente autorizada. A operação de janeiro de 2026 abriu caminho para a renovação: o terreno receberá um novo complexo hoteleiro sustentável, prometendo devolver ao Setor Hoteleiro a dignidade perdida nas últimas décadas.

A CNN Brasil acompanhou a implosão do prédio, e o registro histórico foi publicado no canal da emissora no YouTube.

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*Com edição de Luiz Daudt Junior.