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    Indústria de SC tem segunda maior alta do país em outubro

    Metalurgia e veículos seguem puxando avanços do setor no Estado

    08/12/2017 - 11h06 - Atualizada em: 21/06/2019 - 21h27

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    Por Redação NSC
    Fábrica de portas em Caçador: segmento de produtos de madeira registrou primeira alta no ano.
    Fábrica de portas em Caçador: segmento de produtos de madeira registrou primeira alta no ano.
    (Foto: )

    A produção industrial catarinense teve um incremento de 1,6% em outubro na comparação com setembro, já levando-se em conta o ajuste sazonal, revelou a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira. Com esse resultado, o Estado foi o segundo colocado entre 14 locais pesquisados, com Amazonas (3,9%) na dianteira, sendo que apenas seis tiveram dados positivos.

    Em nível nacional, conforme divulgado anteriormente, o avanço foi de apenas 0,2% em outubro. No paralelo com o cenário de outubro do ano passado, SC registrou um salto de 9,1%, quarto melhor resultado do país. Ainda está longe, porém, dos níveis pré-crise (ver gráfico ao final do texto).

    Para o economista e assessor da presidência da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Paulo Guilhon, é inegável que há uma recuperação em curso. Ele pondera, no entanto, que os níveis de desocupação ainda são altos e que os investimentos seguem em suspenso no Brasil e no Estado.

    — Do lado da demanda, tivemos uma queda na renda de quase 9% entre 2015 e 2016, e o desemprego em SC está 6,7%, menor que no Brasil, mas já foi a metade disso. Do lado do vendedor, há muita incerteza, especialmente pelo cenário político e pela espera das reformas. Com isso, o país não volta a investir e o empresário também não. - diz Guilhon.

    A falta de investimentos nos últimos anos é fonte de preocupação entre os fabricantes de produtos de madeira no Estado. O setor reverteu, em outubro, as quedas de produção sucessivas ao longo do ano, ao registrar alta de 16.1% ante 2016. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria Madeireira e Moveleira do Vale do Rio Uruguai (Simovale), Osni Verona, há indícios de retomada, mas a recuperação deve demorar a acontecer.

    — Trabalhamos no vermelho por muito tempo, e há sinais positivos, mas não sei dizer em quanto tempo vamos nos recuperar. Com a falta de investimento muito maquinário ficou obsoleto e o nível de crédito ainda está abaixo do que esperamos, então isso deve atrasar a recuperação. - explica Verona.

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