Uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na última segunda-feira (22) revela que 71% dos empresários do setor elegem a redução de impostos sobre a folha de pagamento como a medida mais urgente para o país. O dado joga luz sobre o custo de manutenção dos empregos formais e pressiona a agenda de reformas do governo federal.

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O peso dos tributos no caixa

O levantamento mapeou as principais dificuldades operacionais nos últimos 12 meses. Para as lideranças da indústria, a elevada carga tributária e a complexidade do sistema atual são os principais freios para a expansão das linhas de produção.

A presidência da CNI alerta que o setor não suporta mais a assimetria competitiva gerada pelos custos internos, o que pode acelerar um processo de desindustrialização precoce no país.

Juros e equilíbrio fiscal

A taxa de juros alta surge como outra grande preocupação, por afetar diretamente a capacidade de investimento. Segundo a pesquisa, a solução para 72% dos industriais passa pela redução da dívida pública por meio do corte de gastos governamentais.

Quando a política fiscal e a política monetária não conversam entre si, as medidas para estimular o desenvolvimento produtivo se tornam menos efetivas — destaca o presidente da CNI, Ricardo Alban.

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Para o empresariado, o controle rígido sobre o Orçamento da União é o único caminho viável para garantir a queda estrutural dos juros, estabilizar a inflação e atrair capital privado.

As prioridades por área

O estudo também mapeou o que os empresários consideram prioritário para a eficiência do Estado em diferentes setores essenciais:

  • Empregos: redução de impostos sobre a folha de pagamento (71%).
  • Saúde: combate à corrupção e ao desvio de verbas (48%).
  • Segurança: combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado (45%).
  • Economia: controle dos gastos públicos e redução de impostos (42%).
  • Educação: Melhoria da capacitação dos professores (38%).

O impacto no desenvolvimento

O equilíbrio fiscal e a melhoria da gestão pública aparecem logo na sequência das urgências econômicas, citados por 22% dos entrevistados. O setor cobra uma postura mais indutora por parte do Estado.

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— A sociedade não pode conviver com riscos de juros estratosféricos e de excessos de gastos públicos. Se não houver correção de rumo, vai aumentar a distância do país rumo ao desenvolvimento sustentável— conclui Alban.

*Com edição de Nicoly Souza