O Retiro dos Artistas, instituição que acolhe profissinais da arte, se pronunciou na noite desta quarta-feira (25) sobre as declarações polêmicas feitas por Marcos Oliveira, o “Beiçola”, da “A Grande Família“. Em entrevista à revista Veja, o ator relatou as dificuldades de viver no local, localizado no Rio de Janeiro, e lamentou a “baderna” no abrigo.
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“Sobre as recentes declarações do residente Marcos Oliveira, entendemos que foram infelizes e não refletem a realidade da maioria dos nossos residentes. Ainda assim, é importante reconhecer que nem toda pessoa que precisa de ajuda se sente confortável em estar em uma posição de vulnerabilidade. Precisar, aceitar e querer estar nessa condição são coisas diferentes, e isso também exige compreensão”, diz trecho da nota divulgada nas redes sociais.
Em uma das declarações, Marcos Oliveira relatou que que os colegas gritam no momento do almoço, o que gera incômodo nos demais.
— Viver aqui é ótimo, só que tem que se adaptar. Aqui não tem uma conduta geral para conviver. E aí você vai e aguenta. Na hora do almoço, é uma refeição que eles falam pra caralh*. Gritam, a relação deles é gritar — disse o ator.
“Seguimos assumindo nossos acertos e falhas, com o compromisso de sempre evoluir. Reforçamos ainda que todos os residentes possuem livre arbitrio para estar aqui, podendo ir e vir quando desejarem. O Retiro dos Artistas permanece de portas abertas e seguirá trabalhando com respeito, responsabilidade e acolhimento. Somos contra julgamentos precipitados e desmoralização, especialmente quando envolvem pessoas em situação de vulnerabilidade”, reforça a nota.
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Como é o Retiro dos Artistas por dentro
O que o Retiro dos Artistas oferece
O espaço tem 15 mil metros quadrados de extensão conta com a estrutura com 50 pequenas casas, refeitório, teatro, biblioteca, piscina, salão de beleza, capela e centro de fisioterapia. Os moradores recebem assistência médica e psicológica, plano de saúde, alimentação, atividades culturais, terapias e oficinas. Lá, a arte continua viva em aulas de teatro, sessões de cinema, yoga, dança e exposições.
Ao longo das décadas, foram cerca de 6 mil pessoas atendidas pela instituição. Personalidades queridas do público, como Íris Bruzzi, Rui Resende e Marcos Oliveira, o eterno Beiçola de “A Grande Família”, por exemplo, moram lá.
Nomes como Cláudio Corrêa e Castro e Paulo César Pereio já moraram no Retiro dos Artistas. A instituição é uma ILPI (Instituição de Longa Permanência de Idosos) e vive de doações e trabalho voluntário. O presidente atual do Retiro é o ator Stephan Nercessian.
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Veja a nota do Retiro dos Artistas na íntegra
“O Retiro dos Artistas, instituição centenária que há mais de 100 anos acolhe profissionais da arte, tem como missão oferecer dignidade, respeito e qualidade de vida aos seus residentes. Hoje, convivemos com mais de 50 residentes, cada um com sua história e personalidade, o que exige diálogo constante para manter um ambiente de paz, harmonia e respeito – valores que sempre nos guiaram.
Sobre as recentes declarações do residente Marcos Oliveira, entendemos que foram infelizes e não refletem a realidade da maioria dos nossos residentes. Ainda assim, é importante reconhecer que nem toda pessoa que precisa de ajuda se sente confortável em estar em uma posição de vulnerabilidade.
Precisar, aceitar e querer estar nessa condição são coisas diferentes, e isso também exige compreensão.
Reconhecemos a importância da imprensa, mas não podemos ignorar o crescente sensacionalismo, que muitas vezes prioriza engajamento em detrimento da irresponsabilidade, distorcendo contextos e prejudicando trabalhos sérios como o nosso.
Seguimos assumindo nossos acertos e falhas, com o compromisso de sempre evoluir. Reforçamos ainda que todos os residentes possuem livre arbítrio para estar aqui, podendo ir e vir quando desejarem.
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O Retiro dos Artistas permanece de portas abertas e seguirá trabalhando com respeito, responsabilidade e acolhimento.Somos contra julgamentos precipitados e desmoralização, especialmente quando envolvem pessoas em situação de vulnerabilidade.
Acreditamos que, se o foco coletivo estivesse mais voltado para ajudar quem realmente precisa, e menos para expor ou prejudicar, viveriamos em um mundo mais justo, humano e solidário“.











