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Infestação de escorpiões-amarelos em Joinville atinge 18 bairros; veja lista

A principal causa da proliferação é o acúmulo de entulhos, vegetação seca e lixo em terrenos

13/05/2021 - 17h00

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Patrícia
Por Patrícia Della Justina
Espécie Tityus Serralatus é popularmente conhecida como escorpião-amarelo
Espécie Tityus Serralatus é popularmente conhecida como escorpião-amarelo
(Foto: )

A Vigilância Ambiental de Joinville informou, nesta quinta-feira (13), que 18 bairros da cidade são considerados infestados por escorpiões-amarelos. A principal causa da proliferação é o acúmulo de entulhos, vegetação seca e lixo em terrenos. 

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As localidades mais afetadas são os bairros Nova Brasília, América, Espinheiros e Fátima, de acordo com o município. O município esclarece, ainda, que os locais são considerados infestados mesmo que tenha apenas um animal encontrado. 

Em 2021, desde o mês de janeiro, já foram 66 animais capturados, sendo a maioria da espécie Tityus Serralatus. Ela é popularmente conhecida como escorpião-amarelo, causadora de acidentes graves e óbitos.

Já em 2020, o serviço da Secretaria da Saúde (SES) capturou 133 exemplares do aracnídeo. 

> Fóssil de escorpião que viveu antes dos dinossauros é encontrado em Canoinhas

Embora os escorpiões-amarelos sejam nativos de regiões de clima mais quente, adaptaram-se bem às condições de Joinville. Além do ambiente favorável, a rapidez com que o aracnídeo se reproduz aumenta sua presença em diferentes pontos da cidade e os riscos à população.

- Os escorpiões-amarelos se reproduzem por partenogênese, ou seja, as fêmeas não precisam de machos para fecundá-las. Por isso, basta a captura de um exemplar em determinado bairro, para considerar a região infestada - explica o biólogo Ailton Santana Benevenutti, agente de Combate a Endemias da Vigilância Ambiental.

> Escorpião mais perigoso da América Latina é encontrado em 18 bairros de Joinville

Veja lista em ordem alfabética

América

Boa Vista

Boehmerwald

Comasa

Espinheiros

Fátima

Floresta

Guanabara

Jardim Iririú

Morro do Meio

Nova Brasília

Paranaguamirim

Petrópolis

Pirabeiraba

Profipo

Saguaçú

Vila Nova

Zona Industrial Norte

Como evitar a proliferação

De acordo com o agente, a melhor forma de prevenir o surgimento de escorpiões é manter jardins e quintais limpos, sem lixo, entulhos, folhas secas e materiais de construção na proximidade das casas; evitar folhagens densas e manter a grama aparada. É importante também manter muros e paredes rebocadas para evitar a formação de frestas e buracos que podem servir de esconderijo.

Ao contrário de outros animais, não é recomendado o uso de inseticidas e venenos. Isso porque o escorpião possui um sistema de defesa em que, quando se sente ameaçado, bloqueia parte do seu sistema respiratório e apenas volta a respirar ao passar o período de risco.

Para evitar acidentes, também recomenda-se sacudir roupas e sapatos antes de usá-los; não colocar as mãos em buracos, sob pedras e troncos podres; usar telas em ralos do chão, pias e tanques; afastar camas e berços das paredes; e acondicionar lixo domiciliar em sacos plásticos ou outros recipientes que possam ser mantidos fechados para evitar baratas, moscas ou outros insetos dos quais os escorpiões se alimentam.

> Fátima foi o bairro com mais escorpiões encontrados em Joinville em 2020

O que fazer em caso de acidentes com escorpião

A pessoa que se deparar com um escorpião em sua residência ou ambiente de trabalho, pode acionar a Vigilância Ambiental de Joinville, pelo telefone (47) 3432-2337. A orientação é não tentar matar o aracnídeo, evitando o risco de picadas. Se houver condições, é possível capturar o animal e mantê-lo em um recipiente fechado.

Em caso de picadas, o indivíduo deve limpar bem o local com água e sabão, aplicar compressa morna no local e buscar atendimento imediato o mais perto possível da ocorrência do acidente, podendo optar pelo Hospital São José, Hospital Regional Hans Dieter Schmidt ou Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria (no caso de acidentes com crianças). Se for possível, o animal dever ser capturado e levado ao serviço de saúde.

> Saiba como prevenir a presença e as picadas de escorpião

Como orientações de como não proceder em casos de picada, o Serviço de Vigilância Ambiental destaca: não amarrar ou fazer torniquete, não aplicar qualquer tipo de substância sobre o local da picada (álcool, querosene, fumo, ervas), nem fazer curativos que fechem o local e também não cortar, perfurar ou queimar o local da picada.

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