Influenciadores revelaram, nesta semana, que receberam propostas para divulgar nas redes sociais a narrativa de que o Banco Central havia sido precipitado ao decretar a liquidação do Master. Nesta quinta-feira (8), a Polícia Federal informou que vai abrir um inquérito para investigar o caso. As informações são do g1.
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O caso veio à tona após os influenciadores de direita Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite revelarem ter recebido propostas para difundir em seus perfis nas redes sociais a narrativa de que o Banco Central havia sido precipitado ao decretar a liquidação do Master. A ideia era compartilhar vídeos que reverberassem a posição da Corte e colocassem em xeque a ação do Banco Central.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou que identificou, no final de dezembro, “volume atípico de postagens com menções à entidade e seus representantes, referentes ao noticiário sobre liquidação de instituição financeira”.
No mesmo período, segundo apurações da GloboNews, foram identificadas publicações com teor semelhante por parte de outros influenciadores que, somados, têm mais de 36 milhões de seguidores no Instagram. A PF investiga se eles também foram pagos para isso e se agiram de forma coordenada.
Procurada, a defesa do Banco Master diz não ter informações sobre a suposta contratação de influencers para difamar o BC.
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Entenda o caso do Banco Master
Liquidação do banco
A venda do Banco Master ao BRB foi vetada pela Diretoria de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, comandada por Renato Gomes. A decisão final coube à diretoria colegiada do BC, que aprovou a liquidação da instituição por unanimidade.
O Banco Central decretou a liquidação do Banco Master em novembro, apontando, entre outros fatores, a falta de recursos em caixa para cumprir compromissos financeiros.
O que dizem as investigações
A investigação da Polícia Federal aponta que o Banco Master teria utilizado uma empresa de fachada, chamada Tirreno, para criar créditos sem lastro. Esses ativos teriam sido posteriormente vendidos ao BRB, que teria desembolsado cerca de R$ 12 bilhões.
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Daniel Vorcaro, dono do banco Master, foi preso pela Polícia Federal em novembro, ao tentar embarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e solto dias depois por decisão judicial, com a imposição de medidas cautelares.
Antes de ser demitido da presidência do BRB, após investigações da Polícia Federal sobre fraudes bancárias, Paulo Henrique Costa defendia a compra do Banco Master como alternativa para enfrentar a crise da instituição.






