Influenciadores afirmam que foram pagos para atacar BC e defender banco Master

Polícia Federal abriu inquérito para investigar o caso

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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é preso em SP

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso em novembro deste ano (Foto: Reprodução)

Influenciadores revelaram, nesta semana, que receberam propostas para divulgar nas redes sociais a narrativa de que o Banco Central havia sido precipitado ao decretar a liquidação do Master. Nesta quinta-feira (8), a Polícia Federal informou que vai abrir um inquérito para investigar o caso. As informações são do g1.

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O caso veio à tona após os influenciadores de direita Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite revelarem ter recebido propostas para difundir em seus perfis nas redes sociais a narrativa de que o Banco Central havia sido precipitado ao decretar a liquidação do Master. A ideia era compartilhar vídeos que reverberassem a posição da Corte e colocassem em xeque a ação do Banco Central.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou que identificou, no final de dezembro, “volume atípico de postagens com menções à entidade e seus representantes, referentes ao noticiário sobre liquidação de instituição financeira”.

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No mesmo período, segundo apurações da GloboNews, foram identificadas publicações com teor semelhante por parte de outros influenciadores que, somados, têm mais de 36 milhões de seguidores no Instagram. A PF investiga se eles também foram pagos para isso e se agiram de forma coordenada.

Procurada, a defesa do Banco Master diz não ter informações sobre a suposta contratação de influencers para difamar o BC.

Entenda o caso do Banco Master

Liquidação do banco

A venda do Banco Master ao BRB foi vetada pela Diretoria de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, comandada por Renato Gomes. A decisão final coube à diretoria colegiada do BC, que aprovou a liquidação da instituição por unanimidade.

O Banco Central decretou a liquidação do Banco Master em novembro, apontando, entre outros fatores, a falta de recursos em caixa para cumprir compromissos financeiros.

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O que dizem as investigações

A investigação da Polícia Federal aponta que o Banco Master teria utilizado uma empresa de fachada, chamada Tirreno, para criar créditos sem lastro. Esses ativos teriam sido posteriormente vendidos ao BRB, que teria desembolsado cerca de R$ 12 bilhões.

Daniel Vorcaro, dono do banco Master, foi preso pela Polícia Federal em novembro, ao tentar embarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e solto dias depois por decisão judicial, com a imposição de medidas cautelares.

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Antes de ser demitido da presidência do BRB, após investigações da Polícia Federal sobre fraudes bancárias, Paulo Henrique Costa defendia a compra do Banco Master como alternativa para enfrentar a crise da instituição.