A inovação da indústria farmacêutica foi um dos temas do Fórum Radar Reinvenção, promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) em Florianópolis, nesta quinta-feira (19). De acordo com o presidente do Conselho de Administração do Grupo NC e acionista da NSC, Carlos Sanchez, o processo no Brasil tem que começar pelos estudos clínicos.

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Sanchez transformou a pequena farmácia fundada por seu pai em uma das maiores farmacêuticas do Brasil, a EMS, e se beneficiou da adição de medicamentos genéricos. Para o empresário, dois grandes desafios que o setor enfrenta no país são a falta de pesquisas e a demora para aprovação de estudos clínicos.

— Eu acho que a gente devia começar pelos estudos clínicos de fase 1 e fase 2. O Brasil tem hospitais de ponta e condições para isso. Estudo clínico é conhecimento e é acesso à droga. As multinacionais hoje não usam o Brasil para desenvolvimento, porque o conhecimento não está aqui — disse Sanchez.

Durante a conversa com o presidente da Associação Catarinense de Medicina (ACM), Ademar de Oliveira Paes, Sanchez destacou ainda que, até a pandemia, os países subdesenvolvidos eram vistos como cobaias das pesquisas, o que mudou com a Covid-19, quando os testes de vacina passaram a ser feitos nos países desenvolvidos.

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— Tem que criar uma indústria forte de pesquisa clínica. Conhecimento existe. Pessoas existem. Grandes pesquisadores estão na Europa e Estados Unidos desenvolvendo. Então tem que trazer eles de volta e criar um ambiente no Brasil para fazer isso — destacou Sanchez.

Neoindustrialização

O Fórum Radar Reinvenção, que ocorre nesta quinta (19) e sexta-feira (20), em Florianópolis, busca debater as oportunidades e desafios de inovação nas mais diversas áreas da indústria.

Nesta quinta (19), a transição energética também foi abordada no evento, já que energia faz parte de todos os processos de neoindustrialização. O diretor de Comercialização de Energia da Engie, Gabriel Mann, explicou como o grupo francês, que tem atuação global está buscando acelerar a descarbonização.

— Desde 2015 o nosso propósito é acelerar a transformação para uma economia neutra em carbono, criando soluções para que nossos clientes consigam fazer a descarbonização — disse Mann.

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Em 2023, a Engie deixou de usar completamente o carvão, e agora utiliza somente energia renovável. A principal fonte de energia do grupo atualmente são as hidrelétricas. No Brasil, quase 50% da energia é renovável atualmente.

Outro tema debatido no evento foi o processo de digitalização de empresas. O CEO da catarinense Softplan, Eduardo Smith, apresentou o case de sucesso do Tribunal de Justiça de São Paulo, que foi, segundo ele, o maior projeto de virtualização de processos do mundo.

Smith destacou ainda que o processo de digitalização vai além da tecnologia, envolve também a formação de talentos, que é um desafio do Brasil, assim como adaptação de pessoas de outras áreas que atuam dentro de uma empresa.

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