A execução do manifestante iraniano Erfan Soltani, de 26 anos, foi adiada nesta quarta-feira (14), segundo a ONG Hengaw, que possui relação com a etnia curda no Irã. Ele havia sido condenado à morte após ser preso na última quinta-feira (8), em casa, por participar dos protestos contra o regime liderado por Ali Khamenei. As informações são do g1.

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A organização afirmou que a informação foi confirmada por familiares de Soltani.

“Em conversas com familiares de Erfan Soltani, a Hengaw apurou que a sentença de morte de Irfan Soltani, que havia sido anunciada anteriormente à sua família e seria executada na quarta-feira, não foi cumprida e foi adiada”, afirmou.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a “matança” no país havia sido interrompida, sem planos para novas execuções.

— O massacre no Irã está parando. Parou. E não há plano para execuções — disse Trump.

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Erfan Soltani trabalha na indústria de vestiário e havia participado das manifestações no Irã que acontecem em meio a uma onda de problemas na economia do país, com uma desvalorização da moeda nacional.

Por três dias, a família do jovem não teve notícias dele, sendo informada apenas no domingo que ele estava preso e tinha sido condenado à morte, em uma sentença conhecida como “Moharebeh”, lida como “ódio contra Deus”.

Ao todo, mais de 2 mil pessoas já morreram em represália às manifestações, segundo autoridades iranianas, enquanto ONGs afirmam que número de mortos passa de 3,4 mil.

Espaço aéreo fechado

Nesta quarta-feira, o espaço aéreo do Irã foi fechado para todos os voos internacionais, com exceção dos que tinham como origem ou destino a Teerã. Mais cedo, a Alemanha havia emitido um comunicado pedindo para que as companhias aéreas evitassem o espaço aéreo do país

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“Situação perigosa no Irã ‘É recomendado que os operadores aéreos civis alemães não entrem na FIR Teerã (OIIX)’ […] Risco potencial à aviação devido à escalada de conflitos e armamento antiaéreo”, dizia o comunicado.